
A poucos dias da abertura da Copa do Mundo de 2026, a Cidade do México enfrenta uma onda de protestos liderada por professores e funcionários públicos em greve. Os manifestantes estão acampados no centro da capital desde o início do mês e cobram aumento salarial e melhores condições de trabalho.
A mobilização levou ao fechamento da praça Zócalo, onde está instalada a Fan Fest oficial do torneio. Para impedir a aproximação dos grupos ao local, autoridades reforçaram a segurança com a presença do Exército e bloqueios policiais em diversas ruas do centro histórico.
Representantes do movimento afirmam que a realização da partida de abertura dependerá do avanço das negociações com o governo. “Até agora não tivemos nenhum diálogo, nenhuma mesa de negociação. Seguimos exigindo isso, e a nossa posição é que, se não houver uma solução, a bola não vai rolar”, declarou Natalio Palacio à ESPN.
O líder do movimento acrescentou: “Não haverá Copa do Mundo. A partida de inauguração do Mundial será bloqueada como medida de pressão, para que, de alguma forma, seja atendido o conjunto de reivindicações que existe em nível nacional”.

Os protestos já provocaram confrontos com a polícia e atos de vandalismo em áreas da capital. Durante uma manifestação, participantes derrubaram estátuas temáticas instaladas para promover a Copa. Algumas delas chegaram a ser queimadas.
Além dos professores, familiares de pessoas desaparecidas também aderiram aos atos. Segundo os organizadores, a mobilização não é direcionada contra o torneio. “Nós não estamos contra o Mundial, não estamos contra o esporte do povo, porque nós somos o povo, somos da comunidade. Estamos contra os políticos e suas decisões”, afirmou Margarito González.
O México receberá 13 partidas da Copa do Mundo de 2026 e se tornará o primeiro país a sediar três edições do torneio. Com a estreia marcada para quinta (11), a expectativa agora gira em torno de um possível acordo entre governo e manifestantes para evitar impactos no início da competição.