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Após demissão da USP, MP denuncia Alysson Mascaro por suposto assédio

assédio USP
O ex-professor de direito, Alysson Mascaro. Foto: Divulgação

O Ministério Público de São Paulo denunciou o ex-professor da Universidade de São Paulo Alysson Leandro Barbate Mascaro por crimes sexuais que teriam sido cometidos contra alunos. A denúncia inclui assédio sexual, importunação sexual, estupro e estupro de vulnerável.

Alysson Mascaro atuava na Faculdade de Direito da USP e foi demitido pela universidade em fevereiro. Ele estava afastado das funções desde dezembro de 2024, após acusações de assédio e abuso sexual feitas por estudantes e ex-estudantes.

A denúncia foi protocolada em 3 de junho e agora será analisada pela Justiça, que decidirá se aceita ou não o pedido do MP. Caso a denúncia seja recebida, o ex-professor passará à condição de réu em ação penal.

Segundo o Ministério Público, os casos listados teriam ocorrido entre o início de 2020 e dezembro de 2024. A acusação afirma que Mascaro teria se aproveitado da relação com alunos, orientandos e integrantes de grupo de pesquisa sob o pretexto de orientações acadêmicas, discussões de pesquisa e oportunidades profissionais.

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Vista aérea da Torre do Relógio da USP. Foto: Divulgação/USP

As vítimas citadas são homens que cursavam graduação, pós-graduação ou integravam atividades acadêmicas coordenadas pelo ex-docente. O MP pede medidas protetivas para os alunos, a condenação de Mascaro e indenização por danos morais.

As primeiras acusações foram reveladas pelo Intercept Brasil e motivaram apurações internas na USP. Reportagens posteriores trouxeram relatos de ex-alunos que apontavam um padrão de aproximação por meio de promessas de apoio profissional e convites para encontros fora do ambiente universitário.

Procurada pelo Globo, a defesa de Mascaro afirmou que não havia sido informada sobre a denúncia. Em manifestações anteriores, os advogados negaram as acusações e disseram que os relatos não tinham materialidade.