
A nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta (10) provocou preocupação entre aliados de Flávio Bolsonaro e acendeu um “sinal amarelo”. No cenário de segundo turno, o senador aparece com 38% das intenções de voto, enquanto o presidente Lula registra 44%.
Nos bastidores do PL, integrantes da campanha ouvidos pelo Blog do Gerson Camarotti no g1 atribuem o resultado principalmente à repercussão de dois temas recentes: a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro e os a proposta de novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros após a visita do senador à Casa Branca.
“Internamente, esses dois temas já preocupavam pelo potencial de uma agenda negativa. Os episódios deixaram Flávio na defensiva. E a pesquisa reflete esse momento mais difícil da campanha. Temos que mudar a agenda para reverter esta situação”, afirmou um parlamentar ligado ao núcleo da campanha.

Apesar da avaliação negativa sobre o momento, dirigentes do partido acreditam que o senador mantém um patamar considerado competitivo. Em um dos cenários de primeiro turno, Flávio aparece com 29% das intenções de voto, contra 39% de Lula.
“Isso garante Flávio no segundo turno com folga. Mas o desafio será reduzir a rejeição”, disse outro interlocutor próximo ao senador. Entre os temas que mais impactaram a percepção dos entrevistados está a relação do parlamentar com Vorcaro e os repasses destinados ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.
Segundo a pesquisa, 65% dos entrevistados afirmaram que Flávio errou ao pedir recursos ao ex-dono do Banco Master para financiar a produção. O levantamento também mostrou que 47% concordam mais com a versão apresentada por Lula sobre o as tarifas dos Estados Unidos, enquanto 35% se identificam mais com a posição defendida pelo senador.
Aliados do governo e da oposição avaliam que os números refletem tanto o desgaste provocado pelas recentes controvérsias quanto o impacto de medidas econômicas adotadas pelo governo federal, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o programa Desenrola 2.0, voltado à renegociação de dívidas.