
A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump em Limeira (SP), resultou na prisão de seis pessoas neste sábado (13). Segundo a Polícia Militar, dois dos envolvidos chegaram a fugir logo após o acidente, mas foram localizados em uma área de mata com o auxílio do helicóptero Águia.
O caso aconteceu na chamada Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis. De acordo com relatos de testemunhas, a jovem foi lançada da estrutura sem que a corda de segurança estivesse devidamente conectada ao equipamento.
Vídeos que circulam nas redes sociais registraram o momento de desespero dos participantes. Nas imagens, é possível ouvir pessoas gritando “a corda” e alertando que o equipamento de segurança não estava preso antes do salto.
Mulher morre após ser jogada de altura de 40 metros sem cordas ao tentar pular de rope jump em SP
pic.twitter.com/kUz1s68YkS— Notícias Paralelas (@NP__Oficial) June 13, 2026
Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas a morte foi constatada ainda no local. A investigação está sob responsabilidade do 2º Distrito Policial de Limeira.
A empresa responsável pela atividade, a Entre Cordas, cobrava R$ 180 por participante para os saltos realizados na Ponte do Esqueleto. Mesmo após o acidente, uma mensagem automática enviada pela organização ainda informava uma agenda com outras cinco datas programadas para os próximos meses em São Paulo e Minas Gerais.
Além das atividades realizadas na sexta-feira (12) e no sábado (13) em Limeira, a empresa anunciava um novo evento no mesmo local para o dia 11 de julho. Em Rio Claro (SP), havia saltos previstos para 14 de junho e 12 de julho, ao custo de R$ 210 por pessoa. Já em Minas Gerais, eventos marcados para 18 e 19 de julho tinham valor de R$ 250.
A CEO Evelyne Goddard, da Entre Cordas, divulga vídeos em esportes radicais. Num deles, aparece saltando de bungee jump com a legenda “você não tem medo de morrer?”. O perfil oficial da Entre Cordas saiu do ar após a repercussão do caso.

Nas imagens registradas no local do acidente, funcionários aparecem usando camisetas com as marcas Entre Cordas e Ih Voei. As empresas foram procuradas para comentar o caso, mas não haviam se manifestado até a última atualização.
O episódio levanta questionamentos sobre os protocolos de segurança adotados na atividade e sobre a fiscalização de eventos de esportes radicais, enquanto a Polícia Civil apura as circunstâncias da morte e a responsabilidade dos envolvidos.
