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Irã estreia na Copa cercado por protestos de monarquistas e pode deixar o Mundial

Iranianas-americanas prostestam contra a seleção do Irã na Copa

Horas antes da estreia do Irã contra a Nova Zelândia na Copa do Mundo de 2026, um protesto foi realizado nas proximidades do SoFi Stadium, em Los Angeles, em meio à crescente controvérsia envolvendo decisões da Fifa que afetam o time iraniano. Manifestantes afirmam que o objetivo é denunciar violações de direitos humanos do governo iraniano e cobrar posicionamento da FIFA.

O ato foi organizado por um grupo chamado Sociedade da Califórnia pela Democracia no Irã. O presidente da organização, Nasser Sharif, declarou que a Fifa deveria responsabilizar as autoridades iranianas por supostas perseguições, prisões e execuções de opositores.

Segundo ele, integrantes do foram presos políticos ou perderam familiares em episódios ligados ao governo do país.

A mobilização ocorre em meio a críticas à postura da Fifa diante da presença do Irã no torneio. Torcedores do Irã foram proibidos de embarcar para os Estados Unidos. Quatro membros da delegação venceram recursos contra a rejeição de seus vistos. Entretanto, outros 11 integrantes da equipe não poderão viajar ao país governado por Donald Trump durante o torneio.

No domingo (14), manifestantes realizaram protestos pedindo a exclusão da seleção iraniana da competição. O argumento é que a federação de futebol do país estaria sob influência da Guarda Revolucionária Islâmica, organização que foi classificada pelos Estados Unidos como grupo terrorista em 2019.

A FIFA passou a ser alvo de críticas por proibir a entrada nos estádios da bandeira pré-revolucionária conhecida como “Leão e Sol”, símbolo utilizado por opositores do atual governo e golpistas. A entidade justificou a medida com base em suas regras que vetam materiais considerados políticos, ofensivos ou discriminatórios.

Uma ação foi apresentada na Justiça de Los Angeles para impedir que a FIFA barre espectadores que portem a bandeira, apreenda o símbolo dentro dos estádios ou retire torcedores dos locais de competição. Os autores alegam que a medida viola garantias de liberdade de expressão previstas na Constituição da Califórnia.

Segundo os organizadores dos atos, torcedores pretendiam comparecer à partida usando camisetas e bandeiras com o símbolo vetado. Integrantes da seleção iraniana teriam ameaçado interromper o jogo caso as bandeiras fossem exibidas dentro do estádio.