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África do Sul supera trauma de 2010 e vai ao mata-mata pela primeira vez

África do Sul
Maseko, autor do gol, e jogadores da África do Sul, comemoram em vitória contra a Coreia do Sul. Foto: Julian Finney/FIFA

A África do Sul escreveu nesta quarta-feira (24) o capítulo mais importante de sua história em Copas do Mundo. A seleção venceu a Coreia do Sul por 1 a 0, em Monterrey, pela última rodada do Grupo A, e avançou pela primeira vez ao mata-mata do Mundial. Os sul-africanos enfrentarão o Canadá, no domingo, 28/06.

O gol histórico foi marcado por Thapelo Maseko, aos 18 minutos do segundo tempo. Depois de um primeiro tempo sem gols e de um jogo marcado pela tensão, o atacante aproveitou uma brecha na defesa sul-coreana e fez o gol que levou os Bafana Bafana a uma classificação inédita.

A África do Sul já definiu o primeiro chaveamento do mata-mata, contra o Canadá. O jogo acontecerá nesse domingo, dia 28/06, às 16:00. O país-sede da Copa vêm pelo grupo B com 4 pontos. Os canadenses estreiram na copa com empate, 1 a 1 contra a Bósnia. Goleou o Qatar por 6 a 0. Hoje (24), no último jogo do grupo, Promise David deixou o seu, mas o Canadá perdeu de 2 a 1 para a Suíça.

A África do Sul havia disputado Copas em 1998, 2002 e 2010, mas nunca tinha passado da fase de grupos. O ponto mais doloroso dessa trajetória foi justamente em 2010, quando o país sediou o primeiro Mundial realizado no continente africano e acabou eliminado ainda na primeira fase.

A Copa de 2010 foi um marco para a África, para o futebol global e para a imagem internacional de um país que tentava se apresentar ao mundo depois de décadas de apartheid e reconstrução democrática. Mas, dentro de campo, deixou uma frustração: a anfitriã caiu cedo e virou a primeira seleção-sede eliminada na fase de grupos da história das Copas.

Dezesseis anos depois, a vaga no mata-mata recoloca a África do Sul em outro lugar. É a seleção de um país que já carregou a responsabilidade simbólica de receber o mundo inteiro e que agora, longe de casa, consegue aquilo que não conseguiu diante da própria torcida.

O jogo contra a Coreia do Sul teve cara de decisão. Os sul-coreanos entraram com vantagem na tabela e podiam se classificar com um empate, enquanto a África do Sul precisava vencer e contar com a Tchéquia tropeçando diante do México. O primeiro tempo foi equilibrado, com chances dos dois lados e nervosismo evidente.

África do Sul
Thapelo Maseko, atacante da África do Sul. Foto: Matias Delacroix/AP

Na etapa final, a África do Sul cresceu. Maseko, que já aparecia como uma das principais ameaças ofensivas, encontrou o espaço que precisava para marcar. Depois do gol, a Coreia tentou reagir, mexeu no time e buscou pressão, mas teve dificuldade para transformar posse e urgência em chances claras.

O resultado paralelo também ajudou. O México venceu a Tchéquia por 3 a 0, e manteve 100% de aproveitamento e terminou em primeiro no Grupo A, com 9 pontos. Com isso, a África do Sul chegou a quatro pontos e ficou com a vaga direta na próxima fase.

A classificação sul-africana tem a força de um acerto de contas com a própria história. Em 2010, o país deu ao mundo uma Copa inesquecível, mas não conseguiu levar sua seleção adiante. Em 2026, os Bafana Bafana finalmente entram no mata-mata e transformam uma vitória simples no placar em um marco nacional.