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SUS inicia projeto piloto de distribuição de canetas emagrecedoras

Guilherme Henrique Panichi com caneta de semaglutida ao lado de Alexandre Padilha
Guilherme Henrique Panichi, foi o primeiro paciente a receber caneta emagrecedora pelo SUS – Foto: Rafael Nascimento/MS

O Ministério da Saúde iniciou nesta sexta-feira (26), em Porto Alegre, um projeto-piloto para oferecer semaglutida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a pacientes com obesidade grave que aguardam cirurgia bariátrica. A iniciativa começou em um hospital federal e testa o uso das chamadas canetas emagrecedoras dentro da rede pública.

O estudo, chamado Real-Bari, vai atender gratuitamente 250 pacientes acompanhados por médicos do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), na capital gaúcha. A seleção prioriza pessoas que estão na fila da cirurgia bariátrica e precisam perder peso para conseguir realizar o procedimento.

A proposta do Ministério da Saúde é acompanhar os efeitos clínicos, os custos e a viabilidade de incorporação desse tipo de terapia ao SUS. O ministro Alexandre Padilha afirmou: “O Brasil está sendo pioneiro na utilização desse medicamento no sistema público de saúde”.

Padilha também destacou o uso da semaglutida no tratamento de diabetes e obesidade e citou possibilidade de expansão futura. “Nesse primeiro momento, ela é muito importante para o diabetes e obesidade, mas pode se estender também a outras doenças crônicas e até mesmo para tratamento de cânceres”, afirmou.

Alexandre Padilha, ministro da Saúde, a médica Kátia Elisabete Pires Souto e o motorista de aplicativo Guilherme Henrique Panichi – Rafael Nascimento/Ministério da Saúde

O primeiro paciente do projeto foi o motorista de aplicativo Guilherme Henrique Panichi, de 39 anos, que estava na fila do SUS havia mais de mil dias. Ele recebeu a primeira aplicação ao lado do ministro e disse: “Vai fazer muita diferença. Acredito que vai me dar muito mais ânimo, mais disposição. Espero poder ficar mais ativo na sociedade”.

Para participar do estudo, é necessário estar em acompanhamento médico no GHC, ter diagnóstico de obesidade há pelo menos um ano e não ter obtido resultado satisfatório com tratamento clínico tradicional por no mínimo dois meses. Também é preciso conseguir aplicar a medicação sozinho ou com ajuda de um cuidador. Ao longo de dois anos, serão avaliados perda de peso, qualidade de vida, exames, evolução pós-cirurgia e custos do tratamento.