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Levantamento aponta inadimplência recorrente atinge 8,1 milhões de consumidores em SP

Fila no Feirão Limpa Nome da Serasa
Fila no Feirão Limpa Nome da Serasa, para renegociar dívidas em SP. Foto: Reprodução

São Paulo concentra quase 30% dos inadimplentes recorrentes do país, segundo levantamento da datatech Assertiva com base no Mapa Assertiva de Cobrança e Endividamento. A empresa identificou 8,1 milhões de CPFs endividados no estado em 2025.

O total nacional chegou a 27,6 milhões de cadastros consultados. O dado coloca o estado como o maior polo de inadimplência recorrente do Brasil, em um mercado que reúne consumidores com pendências financeiras repetidas ao longo do tempo.

A mediana dos débitos dos consumidores paulistas nessa condição ficou em R$ 137,98, o menor valor entre os estados analisados. A leitura da Assertiva indica que pendências pequenas se acumulam e mantêm parte dos consumidores em ciclos prolongados de restrição financeira.

A média das dívidas em São Paulo chegou a R$ 77.737,02. A distância entre média e mediana indica que a maior parte dos devedores lida com débitos de baixo valor, enquanto casos de alto valor puxam o indicador geral para cima.

Perfil dos inadimplentes recorrentes em São Paulo

O levantamento aponta predominância de consumidores entre 36 e 45 anos entre os inadimplentes recorrentes do estado. Essa faixa etária representa 23% do total identificado pela Assertiva.

Homens aparecem como maioria no grupo, com 51,66% dos casos. Mulheres correspondem a 48,34% dos inadimplentes recorrentes mapeados no estado.

Homem calculando as contas do mês. Foto: Reprodução/ Diário do Comercio

O CEO da Assertiva, Hederson Albertini, afirma que a concentração elevada de pessoas endividadas indica um problema estrutural que atinge parte relevante da força de trabalho do país. Para ele, os dados também apontam a necessidade de estratégias de negociação direcionadas a débitos de baixo valor.

Albertini avalia que dívidas menores têm maior potencial de regularização quando credores adotam formatos de negociação compatíveis com a renda dos consumidores. O levantamento relaciona esse perfil à permanência de CPFs em situação de inadimplência mesmo quando as pendências individuais têm valores baixos.