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Igreja Universal de Edir Macedo tem frota de R$ 178 milhões enquanto PF investiga o bispo

Jato da Igreja Universal do Reino de Deus
Edir Macedo Foto: Reprodução.

A Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), fundada pelo bispo Edir Macedo, possui cinco aeronaves avaliadas em R$ 178 milhões, segundo levantamento divulgado nesta semana. A frota reúne três jatinhos e dois helicópteros. Com informações de Metrópoles.

A informação surge enquanto a Polícia Federal investiga Edir Macedo na Operação Miragem. A PF deflagrou a ação em 23/6 para desarticular um suposto esquema de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional no âmbito da gestão do Banco Digimais, controlado pelo líder religioso.

A Justiça Federal determinou mandados de busca e apreensão, quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670,3 milhões. As medidas atingem alvos ligados à apuração sobre o banco.

Segundo a PF, Edir Macedo não entrou nos mandados de busca e apreensão porque reside no exterior. A investigação, ainda conforme a corporação, mira a estrutura relacionada à gestão do Banco Digimais.

Jato importado e reservas de novas aeronaves

Entre as aeronaves da Igreja Universal está um Bombardier BD-700-1A10, modelo descrito como bimotor executivo de alta performance, grande porte e alcance intercontinental. A entidade religiosa importou o jato dos Estados Unidos por R$ 75,6 milhões.

O conjunto de bens identificado na apuração inclui os três jatinhos e os dois helicópteros atribuídos à Iurd. Imagens divulgadas em redes sociais e plataformas de vídeo registram aeronaves identificadas como pertencentes à Igreja Universal do Reino de Deus.

A Iurd também possui duas reservas de marcas, procedimento que antecede o registro de uma aeronave. Na prática, essas reservas indicam que a frota aérea da entidade pode aumentar caso os registros avancem nos próximos anos.

O Banco Digimais, controlado por Edir Macedo, aparece na apuração da Operação Miragem como o foco das suspeitas de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional. A ordem judicial autorizou o bloqueio de até R$ 670,3 milhões em bens e valores dos investigados.