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Vorcaro prometeu devolver R$ 4 bi a fundos de previdência em proposta de delação

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: Reprodução.

A segunda proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro previa o pagamento de valores entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões a 18 fundos de previdência estaduais e municipais que aplicaram recursos no Banco Master. A informação foi divulgada pelo colunista Lauro Jardim, do Globo.

Os valores seriam destinados a instituições responsáveis por investimentos que envolvem recursos de centenas de milhares de aposentados e pensionistas. Segundo as investigações da Polícia Federal, Vorcaro captou cerca de R$ 4,4 bilhões de institutos de previdência.

A proposta de colaboração premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. Antes disso, uma primeira tentativa de acordo também não havia avançado.

Após duas semanas sem novas tratativas entre os advogados de Vorcaro e as autoridades, o Supremo Tribunal Federal determinou a transferência do ex-banqueiro da superintendência da Polícia Federal em Brasília para a unidade prisional conhecida como Papudinha.

Na decisão, o ministro André Mendonça acompanhou os pareceres da PF e da PGR e manteve a prisão preventiva de Vorcaro. Segundo as investigações, há elementos que indicam movimentações financeiras recentes compatíveis com estratégias de ocultação, blindagem e deslocamento patrimonial.

Daniel Vorcaro durante depoimento na PF. Foto: reprodução

Vorcaro estava custodiado na sede da Polícia Federal em Brasília desde março, quando foi preso pela segunda vez durante a terceira fase da Operação Compliance. A permanência no local estava relacionada, entre outros pontos, às negociações para um acordo de colaboração premiada.

Com o encerramento formal das tratativas em 10 de junho, Mendonça entendeu que a transferência para outra unidade era a medida mais adequada para preservar a segurança do preso. A decisão também determinou que Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, não poderão manter qualquer tipo de comunicação.

A recusa das propostas de colaboração apresentadas por Vorcaro e Paulo Henrique Costa indica que PF e PGR avaliam já ter provas suficientes para avançar na apuração. Segundo fontes ligadas ao caso, os acordos não trouxeram fatos inéditos capazes de ampliar as investigações, preservariam personagens considerados relevantes e evitariam o reconhecimento de responsabilidades próprias.