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Hotel de Trump ligado a Paulo Figueiredo naufraga e vai parar com credor após falência

Paulo Figueiredo
O pseudo-jornalista bolsonarista, Paulo Figueiredo. Foto: Reprodução

O antigo hotel de Trump na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, terá um novo destino após a falência da LSH Barra Empreendimentos Imobiliários, empresa que teve o bolsonarista Paulo Figueiredo como CEO. O imóvel será assumido por um fundo da Polo Capital, credor do empreendimento.

A nova frente do caso surge com a falência da empresa deixa um prejuízo estimado em cerca de R$ 400 milhões, em valores corrigidos, para fundos de pensão e institutos de previdência que financiaram o projeto. O empreendimento foi vendido como aposta de luxo para aproveitar a demanda das Olimpíadas de 2016, mas terminou marcado por acusações de fraude, desvio de recursos e fracasso comercial.

Segundo o Metro Quadrado, o plano da Polo Capital é reformar o prédio para atrair uma nova bandeira hoteleira e tentar reposicionar o ativo no mercado do Rio. O imóvel chegou a ser avaliado em R$ 158,6 milhões em leilão judicial, mas não recebeu interessados.

Como ninguém arrematou o prédio, a propriedade foi transferida ao fundo credor porque o ativo estava dado em garantia em debêntures. Os antigos donos têm 30 dias para deixar o imóvel após a decretação da falência.

Trump
Em 2016, a marca Trump estampava o Hotel em meio as Olímpiadas no Rio. Foto: Silvia Izquierdo/AP

O hotel foi anunciado em 2014 como o primeiro empreendimento da marca Trump Hotels na América do Sul. Foi inaugurado em agosto de 2016, às pressas para os Jogos Olímpicos, mas com apenas 75 quartos em operação. A marca Trump deixou o projeto poucos meses depois, e a LSH assumiu a gestão com Paulo Figueiredo no comando.

O imóvel vinha operando sob a bandeira Lifestyle Laghetto Collection, que também foi à Justiça contra a LSH. A administradora cobra cerca de R$ 3,5 milhões em pagamentos atrasados ligados à administração e ao marketing do hotel.

A avaliação no mercado é que o prédio ainda pode voltar a operar, mas longe da ambição original de luxo. A Barra da Tijuca tem dinâmica diferente de Copacabana, Leblon e Ipanema, e o ativo deve ser reposicionado em uma categoria abaixo do segmento premium.