Diário do Centro do Mundo | O que interessa e nada mais

Logo DCM
Logo DCM
Apoie o DCM

Tarcísio abre 16 pontos de vantagem contra Haddad em São Paulo, diz Datafolha

Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad
Montagem com Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad. Foto: Reprodução

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes com 46% das intenções totais de voto, enquanto o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) aparece com 30%, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (05). Com informações de Folha de S.Paulo.

Outros três pré-candidatos de partidos à esquerda do PT aparecem empatados na terceira colocação, mas distantes dos dois primeiros: Vera Lúcia (PSTU) tem 5%, Vivian Mendes (UP) marca 4% e Carlos Machado (PCB) registra 4%. Brancos, nulos e eleitores que dizem não votar em ninguém somam 8%, e 3% estão indecisos.

Nos votos válidos, critério usado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado da eleição, Tarcísio chega a 52%, contra 34% de Haddad. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e a distância até a votação impede afirmar que o governador venceria no primeiro turno se a eleição ocorresse agora.

O levantamento ouviu 1.608 eleitores em 71 cidades entre quarta-feira (01) e sexta-feira (03) e foi registrado na Justiça Eleitoral sob os códigos SP-01703/2026 e BR-06481/2026. Esta é a primeira rodada com o cenário de pré-candidaturas consolidado no estado.

Urna eletrônica
Urna eletrônica usada nas eleições brasileiras. Foto: Reprodução.

Segundo turno, rejeição e mudanças no campo político

Em um eventual segundo turno, Tarcísio também aparece à frente, com 53% contra 37% de Haddad, quadro considerado estável em relação à rodada anterior. O petista tem rejeição maior: 47% dos entrevistados dizem que nunca votariam nele, ante 29% que afirmam o mesmo sobre o governador.

Desde a pesquisa de março, nomes que orbitavam o campo de Haddad deixaram a disputa estadual: Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB) devem concorrer ao Senado, Márcio França (PSB) será vice na chapa petista, e Geraldo Alckmin (PSB) seguirá na chapa presidencial de Lula (PT). No campo mais próximo a Tarcísio, Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) desistiram da corrida.

Haddad deixou o Ministério da Fazenda e assumiu a pré-candidatura, movimento acompanhado por alta nas menções espontâneas a seu nome, de 2% em março para 8% agora; 1% cita preferência por um candidato do PT. Tarcísio oscilou de 22% para 21% na espontânea, enquanto 3% dizem votar no atual governador sem citar seu nome.

A divisão regional favorece o governador principalmente no interior, que concentra 53% do eleitorado paulista: Tarcísio tem 49% dos votos totais, contra 26% de Haddad. Na capital e na região metropolitana, responsáveis por 47% dos eleitores, a vantagem cai para 43% a 35%.

Haddad terá a candidatura confirmada em convenção marcada para 25 de julho, em Ribeirão Preto, cidade escolhida para tentar ampliar sua presença no interior. Tarcísio deve lançar a campanha à reeleição em 1º de agosto, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo; antes disso, a capital deve sediar a convenção do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aliado do governador.

O desempenho de Tarcísio fica acima de sua média entre homens (52%), eleitores com mais de 60 anos (51%), mais instruídos (49%), evangélicos (56%) e faixas de renda acima de dois salários mínimos, nas quais varia de 50% a 63%. Entre quem votou em Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022, 79% declaram voto no governador; entre os que pretendem votar em Flávio Bolsonaro neste ano, o índice é de 77%.

Haddad apresenta votação mais homogênea entre grandes grupos, mas fideliza menos o eleitorado lulista: 62% dos que votaram em Lula em 2022 e 66% dos que pretendem votar no presidente neste ano apoiam o petista. No pelotão de baixo, Vera Lúcia, Vivian Mendes e Carlos Machado somam 29% entre jovens de 16 a 24 anos, segmento que representa 13% da amostra total.