
Carlo Ancelotti defendeu a escolha de Bruno Guimarães para cobrar o pênalti desperdiçado pelo Brasil na derrota por 2 a 1 para a Noruega, neste domingo (5), pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O erro do volante, defendido pelo goleiro Ørjan Nyland, virou um dos lances mais lembrados da eliminação brasileira.
Segundo o treinador, a decisão foi tomada com base em dados internos da comissão técnica. “Fizemos uma estatística dos melhores cobradores da Seleção. Entre os que estavam em campo, Bruno Guimarães era o melhor colocado para cobrar o pênalti”, afirmou Ancelotti em entrevista coletiva depois da partida.
A justificativa aumentou o peso da escolha. Em um jogo travado, no qual o Brasil teve dificuldade para construir e pouca posse de bola, o pênalti perdido na primeira etapa abriu caminho para a frustração que se confirmaria no fim. A Noruega resistiu, ganhou confiança e encontrou em Haaland o personagem decisivo da classificação.
ANCELOTTI EXPLICOU O MOTIVO DE BRUNO GUIMARÃES TER BATIDO O PENAL E NÃO O VINI… 🤯
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— CazéTV (@CazeTVOficial) July 5, 2026
Ancelotti também tentou explicar a postura mais cautelosa da Seleção. O italiano disse que pressionar alto era arriscado porque a Noruega tinha muitos jogadores atrás e poderia explorar a velocidade de Haaland no um contra um. A estratégia, porém, terminou com o Brasil acuado e eliminado por uma equipe que soube ser mais eficiente nos momentos decisivos.
O técnico afirmou que o Brasil “poderia ter competido até a final” e disse que a derrota marca o começo de uma nova etapa. “Não é o fim, é o princípio de um novo ciclo”, declarou. A frase, no entanto, contrasta com a sensação deixada em campo: uma Seleção que saiu da Copa sem controle do jogo, sem resposta emocional e sem conseguir transformar seus principais nomes em solução.
Ancelotti ainda defendeu que há bons jovens para o futuro e citou a necessidade de lidar primeiro com a tristeza antes de projetar o próximo ciclo. Depois da queda nas oitavas, o Brasil terá de reconstruir a equipe para 2030 carregando uma eliminação que expôs problemas de escolha, execução e comando.