Diário do Centro do Mundo | O que interessa e nada mais

Logo DCM
Logo DCM
Apoie o DCM

Não gostou? Infantino reage a gol do Egito contra a Argentina e é escrachado nas redes

Gianni Infantino durante jogo da Copa do Mundo. Foto: Reprodução

Um vídeo com a reação de Gianni Infantino durante Argentina x Egito incendiou as redes sociais nesta terça-feira (7). Torcedores passaram a interpretar a expressão do presidente da Fifa como sinal de incômodo após um gol egípcio, em mais um capítulo da desconfiança sobre a imparcialidade da entidade na Copa do Mundo de 2026.

A leitura ganhou força porque Infantino já vinha sendo alvo de críticas durante o torneio. Dias antes, outro vídeo viral havia provocado acusações de favoritismo à Argentina, depois de o dirigente ser flagrado comemorando a classificação do time.

A Argentina voltou a sofrer nesta terça, quando saiu perdendo por 2 a 0 para o Egito, mas buscou uma virada por 3 a 2 nos minutos finais das oitavas de final. O jogo teve gol anulado dos egípcios e aumentou a pressão de torcedores que já monitoravam cada gesto de Infantino nas tribunas.

A suspeita sobre a postura do dirigente também se soma a outra polêmica recente: a proximidade com Donald Trump. A Fifa foi criticada após suspender a punição automática ao atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, depois de uma expulsão contra a Bósnia. Trump admitiu ter ligado para Infantino para tratar do caso, enquanto a Fifa sustentou que seus órgãos disciplinares são independentes.

A Uefa classificou a decisão como “sem precedentes, incompreensível e injustificável”, dizendo que o episódio colocou em dúvida a credibilidade da competição. A própria Fifa, depois, precisou defender publicamente o árbitro brasileiro Raphael Claus após críticas de Trump à arbitragem.

Infantino também foi cobrado por outros temas da Copa. Ele defendeu os preços dos ingressos, que chegaram a valores recordes para a final, e disse que os torcedores deveriam “relaxar” diante das críticas. A entidade ainda foi questionada por problemas envolvendo vistos, inclusive o caso de um árbitro somali barrado nos EUA e a situação da seleção do Irã.

Outra discussão veio das paradas obrigatórias para hidratação, adotadas nos minutos 22 e 67 dos jogos. Infantino afirmou que a medida tem motivação esportiva e não comercial, mas jogadores, técnicos e torcedores reclamaram que as pausas quebram o ritmo das partidas.

Confira a repercussão: