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A extrema direita paulista está mal na briga pelo Senado. Por Moisés Mendes

Operação Escudo e Verão da PM de São Paulo resultaram em 84 mortes, Derrite e Tarcísio pouco se importaram com as mortes ou o caos deixado
Guilherme Derrite, ex-Secretário da Segurança Pública pelo estado de São Paulo junto do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Foto: Reprodução/Redes sociais

Pesquisas para o Senado são as mais enganosas e traiçoeiras, principalmente se os cenários mostrados são de muito antes da eleição.

Mas é bom saber que o principal candidato da extrema direita em São Paulo, o deputado federal e ex-secretário de Segurança Guilherme Derrite, está mal no Datafolha.

Marina Silva (Rede) aparece com 18% das intenções de voto, Simone Tebet (PSD) tem 16% e Ricardo Salles, 13%. André do Prado (PL), candidato de Eduardo Bolsonaro, tem 11%, e Derrite (PP) tem 10%.

Marina tem quase o dobro de Derrite. Não quer dizer muita coisa em julho, mas significa que Salles, Prado e Derrite não arrancam bem e terão que remar muito.

Se os dois senadores eleitos por São Paulo não forem da extrema direita, já está muito bom. Os citados são da extrema direita. O único candidato da velha direita, Paulinho da Força (Solidariedade), tem 8%.


NOVA TRETA

Bolsonaro
Michelle Bolsonaro, em vídeo publicado nas redes. Foto: Reprodução

O vídeo profissional de Michelle, com os ataques a Flávio, teve participação de gente que conhece a área e tem ligação com Nikolas Ferreira. É a nova intriga. Devem ser os caras que fazem aqueles vídeos com fake news do deputado.

É coisa bem feita, com ritmo de tiktok, que não é o mesmo pique do vídeo lento de Michelle. Mas ali tem profissionalismo. A notícia de que Nikolas emprestou seu pessoal para Michelle pegou mal na extrema direita.

É a nova briga no fascismo. As facções ligadas a Flávio já estão atirando em Nikolas, que a qualquer momento, pela arrogância, pode se dar muito mal.