
O governo Donald Trump criticou a decisão do Brasil que abre caminho para o retorno do espião russo Sergei Tcherkasov ao seu país. Apontado pela Polícia Federal e pelo FBI como agente da inteligência russa, ele está preso em Brasília desde 2022.
Em nota, o Departamento de Estado afirmou estar “profundamente preocupado” e disse que a medida enfraquece o compromisso entre os dois países de combater interferências estrangeiras e proteger instituições democráticas.
O governo brasileiro determinou a expulsão de Tcherkasov e o proibiu de voltar ao país por 30 anos. A retirada, no entanto, só poderá ser executada depois do cumprimento da pena ou mediante liberação antecipada da Justiça.

Tcherkasov cumpre pena de cinco anos por falsidade ideológica. Segundo as investigações, ele viveu no Brasil usando o nome Victor Muller Ferreira e obteve documentos brasileiros para construir uma identidade falsa. O russo nega trabalhar para a inteligência de Moscou.
Washington também pediu que o Brasil avalie o precedente criado pela decisão e coopere para responsabilizar pessoas que, segundo o governo estadunidense, ameaçam a “segurança coletiva”. Estados Unidos e Rússia disputam o destino de Tcherkasov desde sua prisão.