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“Israel não existiria hoje”: Trump afirma que ataque impediu bomba nuclear do Irã

Donald Trump cumprimentando o israelense Benjamin Netanyahu. Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta segunda-feira (13) ter abandonado o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em meio às divergências públicas entre os dois sobre o Irã. Em entrevista ao apresentador conservador Hugh Hewitt, Trump foi questionado se havia enfraquecido e “jogado Bibi debaixo do ônibus” ao pressionar Israel e buscar um acordo com Teerã.

“Não, de forma alguma. Eu me dou muito bem com ele. Às vezes discordo dele, deixo isso claro e tenho razão. Mas acho que ele é bom”, respondeu o presidente estadunidense.

Trump classificou Netanyahu como um “primeiro-ministro de guerra” e afirmou que o israelense fez “um bom trabalho”. Em seguida, atribuiu a sobrevivência de Israel à atuação conjunta dos dois governantes.

“Se eu não estivesse por perto ou se Bibi não estivesse, especialmente com a combinação dos dois, Israel não existiria hoje”, declarou.

O presidente também citou o uso de bombardeiros B-2 pelos Estados Unidos contra instalações iranianas e alegou que o Irã estava próximo de produzir uma arma nuclear. “Eles teriam uma arma nuclear dentro de duas a quatro semanas. E, assim que tivessem uma arma nuclear, teriam usado. Israel nem existiria mais”, disse, sem apresentar provas para a estimativa.

Questionado se havia alguém em Israel mais preparado que Netanyahu para comandar o país, Trump afirmou não conhecer a maioria dos políticos israelenses. “Não conheço a maioria deles. Conheço alguns, obviamente, mas não a maioria. Bibi é bom”, concluiu.