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Trump amplia ataques ao Irã e afirma que Teerã quer negociar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação

As Forças Armadas dos Estados Unidos lançaram uma nova onda de ataques contra o Irã nesta quarta-feira (15), com alvos ligados a instalações que Washington afirma servirem para ameaçar embarcações no Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio mundial.

Explosões atingiram a região de Bandar Abbas, principal cidade portuária do sul iraniano, às margens do estreito. Autoridades do Irã confirmaram a ofensiva, que amplia a tensão militar no Golfo Pérsico.

Enquanto os ataques ocorriam, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Teerã “quer muito” chegar a um acordo de paz. Ele disse que caberá a Washington decidir se aceitará negociar ou se seguirá com a ofensiva.

“Eles querem chegar a um acordo desesperadamente. Não gostam do que estamos fazendo e realmente querem negociar. Vamos descobrir se chegaremos a um acordo com eles ou se simplesmente vamos acabar com isso”, afirmou Trump.

A declaração ocorreu durante a inauguração de uma planta de produção de armas e equipamentos militares na Pensilvânia. Segundo Trump, o orçamento da Defesa destinou US$ 10 bilhões, cerca de R$ 50,92 bilhões, à construção da fábrica, que deve produzir navios, submarinos, caminhões, armas e equipamentos industriais.

Mais cedo, entre 7h e 8h30 no horário de Brasília, os EUA já haviam bombardeado a ilha iraniana de Grande Tunb, no Golfo Pérsico. A ofensiva matou sete militares iranianos em um quartel próximo à cidade de Iranshahr, no extremo sudeste do país.

No começo da tarde, a Guarda Revolucionária ameaçou fechar outras rotas marítimas usadas por interesses dos Estados Unidos. O grupo afirmou que a medida responderia ao bloqueio naval imposto por Washington contra portos e petróleo iranianos desde a terça-feira (14).

“A exportação de petróleo e gás da região será ou para todos ou para ninguém”, declarou a Guarda Revolucionária em comunicado. O Irã também tem influência sobre a rota de Bab El-Mandeb, que liga o Golfo de Aden ao Mar Vermelho e conecta a região ao Mar Mediterrâneo; o regime iraniano afirmou que o Estreito de Ormuz continuará fechado.