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Trump elogia Venezuela por deixar TPI e se alinhar aos EUA contra Haia

Donald Trump
Donald Trump. Foto: Reprodução

O governo Donald Trump parabenizou a Venezuela pela decisão de deixar o Tribunal Penal Internacional (TPI) e associou a medida aos esforços dos Estados Unidos contra a Corte de Haia. A manifestação partiu do Departamento de Estado, em nota divulgada no sábado (25).

“Os EUA acolhem com satisfação a decisão da presidente interina Delcy Rodríguez e da Venezuela de se retirar do TPI e a parceria do novo governo venezuelano nos esforços liderados pelos americanos para desmantelar o TPI corrupto e inútil”, afirmou a diplomacia norte-americana.

O novo chanceler venezuelano, Félix Plasencia, anunciou a saída do país do TPI, tribunal responsável por analisar e julgar crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio. A Corte também é conhecida como Tribunal de Haia.

Plasencia justificou a decisão com críticas à atuação do tribunal. Segundo ele, o TPI age com “viés geográfico” e “tem concentrado seu trabalho de maneira desproporcionada em países africanos e latino-americanos”.

Alinhamento com ofensiva americana contra a Corte

A Venezuela reconhecia a jurisdição do Tribunal Penal Internacional desde 2000. A ruptura ocorre em meio à aproximação do governo de Delcy Rodríguez com a administração Trump.

Desde o início do segundo mandato de Trump, os Estados Unidos ampliaram a ofensiva contra o TPI. A reação americana ganhou força após uma ordem de prisão contra Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.

O caso envolvendo Netanyahu trata de acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos na Faixa de Gaza. A decisão do tribunal colocou a Corte em confronto direto com aliados de Israel e com integrantes do governo americano.

Na última semana, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou uma campanha para “desmantelar” o TPI. Para o chefe da diplomacia de Trump, a Corte representa uma ameaça à soberania norte-americana.