Diário do Centro do Mundo | O que interessa e nada mais

Logo DCM
Logo DCM
Apoie o DCM

Paulinho da Força chama Lula de “gagá” após crítica sobre Reforma Trabalhista

Paulinho da Força em sessão da Câmara dos Deputados
Paulinho da Força durante sessão no plenário da Câmara dos Deputados. Foto: Reprodução

O deputado federal Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “gagá” após o petista afirmar que ele apoiou a Reforma Trabalhista aprovada no governo Michel Temer. À coluna Painel, da Folha, o parlamentar disse que Lula “deve estar gagá”. Com informações de Folha de S.Paulo.

“Acho que ele tá ficando gagá ou, depois de velho, passou a ser mentiroso”, afirmou Paulinho da Força. A reação ocorreu depois de Lula citar o deputado ao discursar na convenção do PT em São Paulo.

Na fala, Lula defendeu os direitos trabalhistas e avaliou que os sindicatos perderam força nos últimos anos. O presidente atribuiu parte desse enfraquecimento à reforma aprovada durante o governo Temer.

“O Temer teve coragem de enfraquecer ainda mais com o apoio do Paulinho, da Força Sindical, que vai pedir voto para vocês agora. Então vocês tomem cuidado”, disse Lula durante o evento partidário.

Lula ao lado de Alckmin na Convenção do PT neste domingo (2). Imagem: reprodução

Paulinho descarta Senado e mantém apoio a Tarcísio

O presidente do Solidariedade também afirmou que não concorrerá ao Senado em 2026. “Não serei candidato”, disse, encerrando a possibilidade que havia mencionado no início do ano.

Paulinho descartou ainda uma candidatura própria ao governo de São Paulo. O PT procurou o Solidariedade para discutir essa alternativa, diante da avaliação de que um novo nome na disputa poderia favorecer Fernando Haddad (PT) em uma eventual ida ao segundo turno contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O deputado informou que apoiará a tentativa de reeleição de Tarcísio no estado. A posição o coloca em rota oposta à estratégia eleitoral debatida pelo PT para a disputa paulista.

A Reforma Trabalhista, sancionada em 2017 por Temer, alterou regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), incluindo normas sobre negociação coletiva, jornada, trabalho intermitente e acesso à Justiça do Trabalho.