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Uefa ameaça levar Fifa à Justiça e amplia pressão sobre Infantino

Gianni Infantino ao lado da taça da Copa do Mundo de 2026
Gianni Infantino ao lado da taça da Copa do Mundo de 2026. Foto: Reprodução

A Uefa ameaçou adotar medidas judiciais contra a Fifa pelo plano de Gianni Infantino de abrir a investidores privados uma participação nos direitos comerciais das principais competições da entidade. A iniciativa, abandonada na última sexta-feira, aprofundou a crise política em torno do presidente suíço da Fifa.

Em carta enviada a Infantino, a confederação europeia informou que avalia “ativamente ações judiciais, arbitragem e/ou queixas regulatórias” relacionadas à Fifa Forward Enterprise, empresa criada para administrar torneios como a Copa do Mundo.

A Uefa também determinou a preservação de todos os documentos ligados ao projeto. O pedido abrange e-mails, mensagens em WhatsApp, Signal, Microsoft Teams e Slack, além de atas de reuniões e comunicações com dirigentes, confederações, patrocinadores, emissoras e instituições financeiras.

A entidade deu cinco dias úteis para que Infantino confirme as providências contra a exclusão de arquivos, independentemente das regras internas de retenção de documentos da Fifa.

Projeto previa venda de 20% dos direitos comerciais

A Fifa Forward Enterprise poderia receber investimento privado por meio da venda de uma participação minoritária estimada em 20%. A operação tinha potencial para levantar até US$ 4,2 bilhões, cerca de R$ 22,8 bilhões.

Antes de recuar, Infantino enviou uma carta às 211 associações filiadas prometendo US$ 40 milhões a cada uma em caso de apoio à proposta. O plano previa uma primeira parcela de US$ 20 milhões, condicionada à aprovação das federações até 19 de setembro.

O grupo de investidores era liderado pela Thrive Eternal, empresa americana de capital de risco fundada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A Uefa e a Concacaf afirmaram no sábado que perderam a confiança na liderança de Infantino. A Federação Galesa retirou na segunda-feira o apoio à candidatura do dirigente para o mandato de 2027 a 2031, e dirigentes europeus tentam reunir 19 dos 37 votos do Conselho da Fifa para convocar uma reunião extraordinária que poderá discutir um pedido formal de renúncia.