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Batalha na web: direita culpa Lula por retaliação de Trump e esquerda denuncia agressão

Maria Luiza Ribeiro Viotti Lula
A embaixadora brasileira, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Foto: Rick Bajornas/ONU

A revogação do visto da embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti pelo governo de Donald Trump abriu uma nova frente de disputa entre aliados de Lula e integrantes da extrema-direita. Parlamentares de esquerda classificaram a medida como uma agressão à soberania brasileira, enquanto bolsonaristas atribuíram a crise ao presidente. Com infomações da coluna Sonar, do Globo.

Eduardo Bolsonaro afirmou que Lula estaria elevando deliberadamente o atrito com os Estados Unidos para obter vantagens na eleição presidencial. O ex-deputado também acusou o petista de desejar a crise comercial e o tarifaço, mas não apresentou elementos que comprovassem essa alegação.

Em uma publicação, Eduardo atribuiu a decisão de Washington ao “ego de Lula” e disse que a população brasileira pagará o custo do confronto. A manifestação ignora que o governo Trump condicionou expressamente a restituição do visto de Viotti à aprovação de Daniel Perez como embaixador estadunidense em Brasília.

Na esquerda, Jandira Feghali afirmou que o Brasil não deve se submeter às medidas de Trump. Maria do Rosário avaliou que a decisão amplia uma ofensiva para interferir no processo eleitoral brasileiro, enquanto Lindbergh Farias acusou Eduardo e Flávio Bolsonaro de comemorarem ações externas contra o país.

Glauber Braga também rejeitou a justificativa de reciprocidade apresentada pelos Estados Unidos. Para o deputado do PSOL, a pressão ocorre em uma relação desigual e busca forçar o governo brasileiro a aceitar as condições impostas por Washington.

Paulo Figueiredo, Gil Diniz e outros bolsonaristas compararam o caso ao impasse de 2010 entre os Estados Unidos e a Venezuela. Na ocasião, Caracas rejeitou o nome de Larry Palmer como embaixador, e Washington respondeu revogando o visto do representante venezuelano Bernardo Álvarez.

A revogação não implica a expulsão de Viotti, que pode permanecer nos Estados Unidos, mas sem um visto válido para retornar ao país caso viaje. O governo Lula afirma que as justificativas de Washington são falsas e que a medida integra uma tentativa de interferência na eleição brasileira.