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Aliados de Lula veem risco político em veto de Moraes a visita a Bolsonaro

Jair Bolsonaro em vídeo criado por inteligência artificial
Flávio Bolsonaro durante exibição de imagem do pai gerada por IA em evento. Foto: Reprodução

Aliados e integrantes do governo Lula reprovaram, nos bastidores, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de impedir que Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro visitassem o pai, Jair Bolsonaro, no Dia dos Pais. Para esse grupo, o veto pode fortalecer a narrativa de perseguição, segundo a coluna de Igor Gadelha no Metrópoles.

Um auxiliar direto de Lula detonou a medida sob reserva. “Isso não me parece humano. Deixava visitar no Dia dos Pais. Pelo amor de Deus”, disse.

A avaliação entre aliados do presidente é que impedir o encontro familiar oferece aos bolsonaristas um novo episódio para atacar o STF. O grupo teme que o caso alimente o discurso de vitimismo adotado pelo clã Bolsonaro.

Nos bastidores do governo, a preocupação também envolve o efeito eleitoral da decisão. Aliados de Lula acreditam que a controvérsia pode favorecer a campanha de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

O pedido de visita partiu dos três filhos do ex-presidente: o senador Flávio Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro. Moraes negou a solicitação apresentada para o Dia dos Pais.

Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes. Foto: Gabriela Biló/Folhapress

Moraes citou proibição anterior de visitas por 90 dias

Ao negar o pedido, Moraes afirmou que a solicitação estava prejudicada por uma decisão anterior do próprio ministro, que proibiu visitas a Jair Bolsonaro durante 90 dias.

A restrição anterior serviu como fundamento para o indeferimento, sem uma autorização específica para o encontro dos filhos com o ex-presidente na data comemorativa.