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Eduardo Bolsonaro chama Moraes de “tiranete” após buscas contra ex-secretário do MA

Alexandre de Moraes e Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do MA. Reprodução

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) chamou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “tiranete de beira de estrada” nesta quarta-feira (12), ao criticar a decisão que autorizou buscas contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança do Maranhão.

Em publicação no X, Eduardo afirmou que pessoas da direita haviam alertado sobre Moraes e cobrou uma “mea culpa” de quem, segundo ele, ajudou a construir a imagem do ministro como um “sujeito virtuoso”.

Eduardo vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Em junho deste ano, a Primeira Turma do STF o condenou por unanimidade a quatro anos e dois meses de prisão por coação, após sua atuação para interferir no julgamento que condenou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado.

Moraes determinou os mandados de busca e apreensão contra Cutrim na terça-feira (11). A investigação tramita sob sigilo, e o STF confirmou a medida após o advogado do ex-secretário também informar a existência da operação.

Defesa de Cutrim cita proteção constitucional ao sigilo da fonte

A Polícia Federal pediu as buscas com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), informou a assessoria do Supremo. A defesa de Cutrim disse que ainda não teve acesso à íntegra dos autos relacionados às medidas.

O advogado José Berilo de Freitas Leite afirmou que a defesa vê com preocupação a exposição de alguém na condição de fonte jornalística. “A defesa registra sua preocupação técnica quanto à exposição de alguém na condição de fonte jornalística”, declarou, citando a proteção constitucional ao sigilo da fonte e à liberdade de imprensa.

O jornalista Luís Pablo Almeida também sofreu busca e apreensão da Polícia Federal em março de 2026, por ordem de Moraes, depois de publicar reportagens sobre o uso de veículos oficiais no Maranhão. A PGR deu parecer favorável à atuação da PF no caso.

Na operação contra Almeida, agentes recolheram aparelhos eletrônicos, computadores e telefones celulares, com autorização do ministro. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu que outros integrantes do STF se manifestem sobre o caso: “Eu acho que o momento é de todo mundo se posicionar”.