
A fortuna de Elon Musk encolheu US$ 146,5 bilhões, o equivalente a R$ 764,65 bilhões, em dois meses após a queda das ações da SpaceX. O empresário havia se tornado o primeiro trilionário da história impulsionado pela valorização da companhia espacial, mas perdeu parte desse patrimônio com a desvalorização dos papéis desde junho. Com informações de g1.
As ações da SpaceX recuaram 31% desde a máxima de US$ 201,8 alcançada em junho. Musk detém 42% da empresa, o que faz o valor de sua participação acompanhar diretamente as oscilações dos papéis negociados após a abertura de capital.
O primeiro balanço divulgado desde o IPO apontou que a receita da SpaceX quase dobrou em um ano, enquanto os investimentos cresceram em ritmo ainda maior. A empresa aplicou US$ 18,37 bilhões em três meses, mais de seis vezes o montante registrado no mesmo período de 2025.
Os negócios da companhia têm desempenhos diferentes. Em 2025, o segmento de conectividade gerou US$ 4,42 bilhões em lucro operacional, enquanto a área de inteligência artificial acumulou prejuízo operacional de US$ 6,35 bilhões, conforme levantamento da Openbook Analytics.

Investimentos em inteligência artificial e no Starship pressionam as contas
A maior parcela dos investimentos no segundo trimestre foi destinada à inteligência artificial. A SpaceX ampliou sua infraestrutura de computação em nuvem, avançou com projetos como o Colossus II e planeja usar chips da Nvidia em satélites voltados a serviços de IA.
A companhia também fechou um acordo de US$ 60 bilhões para comprar a Cursor e ampliar a oferta de ferramentas de inteligência artificial para empresas. Andrew Menzies, diretor de operações da Openbook Analytics, definiu a estratégia como uma fase de “reinvestimento agressivo”.
O Starship também absorve recursos bilionários. A empresa investiu mais de US$ 3 bilhões no projeto em 2025 e outros US$ 930 milhões no primeiro trimestre deste ano, enquanto desenvolve sistemas para recuperar o foguete na própria plataforma de onde ele partiu.
O Starlink ajuda a financiar essa expansão: sua base de clientes dobrou em um ano e chegou a 12 milhões de usuários. A receita média por assinante, porém, caiu de US$ 85 para US$ 66 entre o segundo trimestre de 2025 e o mesmo período deste ano, cenário que pode apertar as margens do único segmento com lucro operacional significativo.