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Ato flopado de Flávio Bolsonaro em Copacabana vira problema para aliados

Flávio Bolsonaro fala em ato político em Copacabana
Flávio Bolsonaro durante ato político em Copacabana, no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução

Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) minimizaram o público reduzido no primeiro ato de sua campanha ao Palácio do Planalto, realizado na manhã de domingo (16), na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Com infomrações do Metrópoles.

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o encontro não tinha o formato de uma manifestação, tipo de evento que costuma atrair multidões. Ele classificou a agenda como um comício político.

“Não é manifestação. É comício. E a gente não dá ônibus”, disse Sóstenes, em referência às caravanas organizadas pelo PT para o ato do presidente Lula no estádio da Vila Euclides, em São Paulo.

O evento marcou a abertura da agenda pública de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. A presença de apoiadores ficou abaixo do esperado por aliados do senador, que passaram a defender a diferença entre um comício de campanha e uma mobilização nacional.

Auxiliares de Flávio também reduziram o peso da ausência de lideranças do partido de outros estados em Copacabana. Michelle Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o deputado federal Nikolas Ferreira não participaram do ato.

No caso de Tarcísio, aliados do senador consideram inadequado que o governador paulista iniciasse uma agenda de campanha no Rio, e não em São Paulo, onde ele deve disputar a reeleição em 2026.

A avaliação no entorno de Flávio é que a campanha deve distribuir eventos por diferentes regiões, em vez de concentrar as principais figuras do partido em uma única agenda.

“Só centraliza evento quem não tem gente. Estratégia para ganhar a eleição é se espalhar por todo Brasil”, afirmou Sóstenes Cavalcante.