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Grupo alemão fecha acordo com a Marinha para ampliar navios de guerra no Brasil

Fragata Tamandaré F200 da Marinha do Brasil navegando
Fragata Tamandaré F200 da Marinha do Brasil. Foto: Reprodução

A Marinha do Brasil avançou no plano de ampliar sua frota após a empresa alemã Thyssenkrupp Marine Systems (TKMS) fechar um acordo com a Embraer para construir novos navios de guerra em Itajaí, Santa Catarina. A parceria deve abrir o segundo de quatro lotes previstos no programa iniciado com a entrada em operação da fragata Classe Tamandaré, em abril.

A TKMS e a Embraer já trabalharam no programa das fragatas Tamandaré. Enquanto o grupo alemão atua na construção naval, a empresa brasileira participa por meio de consórcios e da subsidiária Atech, responsável por sistemas tecnológicos, de combate e de gerenciamento empregados nos navios da Marinha.

A fragata Tamandaré F200, lançada em agosto de 2024, tornou-se o primeiro navio de guerra de alta complexidade produzido no Brasil e incorporado à operação em 46 anos. Antes dela, a última embarcação desse porte construída no país havia sido a fragata União, de 1980.

O navio dispõe de recursos para detectar submarinos e lançar mísseis e torpedos. Seu heliponto permite patrulhar áreas extensas sem exigir uma frota adicional de navios de escolta, ampliando a capacidade operacional da Marinha.

Atech - Grupo Embraer
Atech – Grupo Embraer. Imagem: reprodução

Programa busca desenvolver indústria naval de defesa

O novo lote integra a estratégia de reduzir a dependência brasileira de fragatas europeias de segunda mão, usadas durante décadas pela força naval. O programa das fragatas Tamandaré também prevê a formação de mão de obra qualificada e o fortalecimento da cadeia produtiva nacional ligada à defesa.

Na cerimônia de lançamento da primeira fragata, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o domínio tecnológico no setor. “É necessário ter soberania na área da defesa para garantir o domínio sobre nossas riquezas naturais, nosso mar e nosso pré-sal”, afirmou.

Lula acrescentou que o país precisa liderar projetos de grande porte para não perder capacidade tecnológica. “Se você quer paz, esteja preparado para a guerra. A guerra não nos interessa. As fragatas devem representar a paz”, disse o presidente na ocasião.

O Brasil destinou US$ 24 bilhões, cerca de R$ 125 bilhões, às Forças Armadas em 2025, alta de 13% ante 2024. Os gastos militares equivalem a 1,1% do Produto Interno Bruto, e o país também mantém projetos como o submarino nuclear Álvaro Alberto e a aquisição de aeronaves militares.