
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro atacou o presidente Lula ao defender a presença de uma grande bandeira dos Estados Unidos no ato de campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), no domingo (16), em Copacabana, no Rio de Janeiro. O símbolo americano foi exibido entre bandeiras brasileiras e roupas verde-amarelas usadas por apoiadores.
“E você acha que se não tivesse ninguém estaria nos ‘acusando’ de sermos pró-EUA”, disse Eduardo. Em seguida, afirmou: “Lula está botando o Brasil de 4 para a China. A China tarifa o Brasil mais do que os EUA e o super defensor da soberania lambe as botas dos chineses. Seguiremos trabalhando com a verdade”.
E você acha que se não tivesse ninguém estaria nos “acusando” de sermos pró-EUA.
Lula está botando o Brasil de 4 para a China. A China tarifa o Brasil mais do que os EUA e o super defensor da soberania lambe as botas dos chineses.
Seguiremos trabalhando com a verdade.
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) August 16, 2026
A bandeira ganhou repercussão porque apoiadores a estenderam durante a execução do Hino Nacional Brasileiro.
Gleisi Hoffmann classificou a exibição como “entreguista”. Defensores de Flávio alegaram que a bandeira expressava proximidade com setores da direita internacional e com os Estados Unidos.
Flávio cita Estados Unidos, China e Israel em discurso
Do trio elétrico, Flávio disse que seria o único candidato capaz de negociar ao mesmo tempo com Estados Unidos, China e Israel em busca de acordos para o Brasil. Ele também mencionou conversas anteriores com integrantes do governo de Donald Trump na Casa Branca sobre segurança pública.
O ato ocorreu na altura do Posto 5 da Avenida Atlântica e reuniu cerca de 8,9 mil pessoas no momento de maior concentração, por volta das 11h30, conforme estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap. O público ficou abaixo de manifestações anteriores de Jair Bolsonaro na praia carioca.
Aliados de Flávio argumentaram que o evento não teve a estrutura de caravanas e ônibus usada em grandes mobilizações do ex-presidente. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, atribuiu a presença menor, entre outros fatores, às condições climáticas.
Flávio subiu ao trio elétrico com colete à prova de balas, atacou o governo Lula e prometeu reduzir impostos e cargos públicos. Ele também defendeu enquadrar facções criminosas e milícias como organizações terroristas; o ato reproduziu uma mensagem gravada de Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado.