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Banco Central divulga prévia do PIB no segundo trimestre; veja os números

Banco Central. Foto: Divulgação

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador tratado como prévia do Produto Interno Bruto (PIB), cresceu 0,2% no segundo trimestre de 2026. O dado divulgado pelo Banco Central nesta segunda (17) aponta perda de ritmo da economia brasileira na comparação com os três primeiros meses do ano.

No primeiro trimestre, o IBC-Br havia avançado 1,3%, depois de ajuste sazonal. A alta de 0,2% entre abril e junho representa o resultado mais fraco desde o terceiro trimestre de 2025, quando o indicador recuou 0,5%.

A agropecuária cresceu 0,3% no segundo trimestre, enquanto a indústria avançou 0,5%. O setor de serviços, que responde pela maior parcela da atividade econômica, teve retração de 0,1% no período.

O IBGE divulgará em 1º de setembro o resultado oficial do PIB do segundo trimestre. O PIB reúne todos os bens e serviços produzidos no país e mede a evolução da economia, mas sua metodologia não é idêntica à adotada pelo Banco Central.

Indicador do Banco Central não inclui todos os componentes do PIB

Plantação de arroz. Foto: Reprodução

O IBC-Br incorpora estimativas para agropecuária, indústria, serviços e impostos, mas não considera o lado da demanda da economia. O cálculo do PIB feito pelo IBGE inclui componentes como consumo das famílias, investimentos, gastos do governo e comércio exterior.

Em ano eleitoral, o governo adotou medidas para estimular o consumo e reduzir o endividamento da população, como a isenção de Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, a liberação do FGTS e linhas de crédito mais baratas. O aumento da demanda, porém, dificulta o controle da inflação.

Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central afirmou que o hiato do produto permanece positivo. Na prática, a autoridade monetária avalia que a economia ainda opera acima de seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.

O mercado financeiro projeta expansão de 1,86% para a economia em 2026, abaixo dos 2,3% registrados no ano anterior. O Banco Central estima crescimento de 1,6% neste ano e usa o IBC-Br como uma das referências para definir a taxa básica de juros.