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Deputado bolsonarista vira réu no STF por desejar a morte de Lula

Gilvan da Federal e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tornou réu por injúria o deputado bolsonarista Gilvan da Federal (PL-ES), após ele desejar a morte do presidente Lula em uma sessão da Câmara dos Deputados no ano passado.

Os ministros aceitaram a denúncia por unanimidade. Gilvan repetiu três vezes que queria que Lula morresse durante reunião da Comissão de Segurança da Câmara, em abril do ano passado.

Na ocasião, o deputado afirmou: “Tomara que tenha uma taquicardia porque nem o diabo quer essa desgraça desse presidente que está afundando o Brasil. E eu quero mais é que ele morra mesmo”.

A fala ocorreu durante o debate de um projeto de lei que propunha desarmar a segurança pessoal do presidente. Gilvan atuava como relator do texto na Comissão de Segurança, e o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) apresentou a proposta.

Deputado pediu desculpas após repercussão das falas

Após a reação negativa, Gilvan reconheceu que “exagerou” e pediu desculpas. “Eu aprendi com o meu pai que um homem deve reconhecer os seus erros”, declarou.

O parlamentar também disse que “um cristão não deve desejar a morte de ninguém”. Ele acrescentou que não desejava a morte de qualquer pessoa, mas manteve a opinião de que Lula deveria estar preso.

Flávio Bolsonaro (PL) criticou Gilvan na época da declaração. “Não é a postura que se espera de um parlamentar que está ali para discutir as coisas sérias do Brasil”, afirmou.

Além de Cristiano Zanin, que se declarou impedido, participaram do julgamento Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Com o recebimento da denúncia, Gilvan responderá à ação penal por injúria no STF.