
O presidenciável Renan Santos, líder do MBL e candidato do Missão, arrecadou cerca de R$ 1,2 milhão por financiamento coletivo e registrou o maior resultado das vaquinhas eleitorais de 2026 até agora. O valor quase dobra os cerca de R$ 634 mil obtidos por Jair Bolsonaro em 2022, até então o maior montante da modalidade em uma eleição presidencial, em valores corrigidos pela inflação.
Desde 15 de maio, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou a arrecadação online, a campanha de Renan recebeu contribuições de aproximadamente 20,3 mil apoiadores. Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar no ranking, com R$ 170,5 mil.
O Missão não conta com recursos do fundo eleitoral e depende de doações individuais e da venda de produtos para bancar a campanha. A equipe de Renan informou que a contribuição média chegou a R$ 60 e que São Paulo concentra o maior número de doadores.
“Nós temos dez vezes mais doações, o que demonstra que nosso público é muito mais engajado”, afirmou a campanha de Renan Santos ao comparar o desempenho com o de Flávio. O PL terá R$ 881,6 milhões do fundo eleitoral nesta eleição, a maior fatia entre os partidos.

Doações online já somam R$ 10,4 milhões em campanhas
Três das sete plataformas habilitadas para operar vaquinhas eleitorais reuniram ao menos R$ 10,4 milhões para cerca de 2.000 campanhas. As demais plataformas autorizadas não registraram arrecadação, e o total atual equivale a mais de 60% dos R$ 16,3 milhões movimentados em toda a campanha de 2022, em valores corrigidos.
O financiamento coletivo também alcança candidaturas ao Senado e à Câmara. Em uma plataforma que reúne cerca de 1,7 mil candidatos, o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), candidato ao Senado, arrecadou R$ 661,6 mil, atrás apenas de Renan Santos.
Na sequência aparecem Jones Manoel (PSOL-PE), candidato a deputado federal, com R$ 546,3 mil, e Rodrigo Spada (PSD-SP), também candidato à Câmara, com R$ 440,8 mil. A equipe de Flávio afirmou que a vaquinha “ajuda a criar um sentimento de participação efetiva de todos apoiadores e eleitores”.
A cientista política Tathiana Chicarino, coordenadora da graduação em Sociologia e Política da FESPSP, afirmou que as contribuições de menor valor ampliam a mobilização nas redes sociais. “A mobilização pelas redes sociais é ampliada com as contribuições, embora em valores menores”, disse.
As regras eleitorais exigem a identificação de cada doador, com nome completo, CPF, valor, data e forma de pagamento. Pessoas físicas podem doar até 10% dos rendimentos brutos do ano anterior, e contribuições iguais ou superiores a R$ 1.064 devem sair diretamente da conta do doador para a campanha.