O piloto e influenciador, Lito Sousa. Foto: Reprodução/Redes sociais
O piloto e influenciador Lito Sousa aguarda uma vaga em um estudo clínico da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, após receber o diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob. A esposa dele, Mila Seidl, comunicou neste fim de semana que Lito está na fila para participar da pesquisa sobre um possível tratamento para a condição rara e sem cura. Com informações de O Globo.
Harvard iniciou a primeira fase do estudo em abril, em parceria com o Instituto Broad e a Universidade de Massachusetts. Os pesquisadores avaliam a segurança e a tolerabilidade de um novo medicamento experimental destinado a pacientes com a doença.
A doença de Creutzfeldt-Jakob integra o grupo das doenças priônicas, distúrbios neurodegenerativos associados ao acúmulo de proteínas anormais chamadas príons no cérebro. Essas proteínas comprometem progressivamente o funcionamento cerebral.
A esposa do influenciador Lito Sousa, do canal Aviões e Música, revelou que ele foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob. A enfermidade é rara, neurodegenerativa, progressiva e sem cura, causando perda de movimentos e demência. Mila contou que o diagnóstico demorou a… pic.twitter.com/nBiWHG6LiC
O quadro provoca deterioração das funções mentais e motoras. As doenças priônicas geralmente levam à morte dentro de meses ou anos após o início dos sintomas.
Medicamento busca impedir a produção da proteína priônica
O medicamento avaliado pelos pesquisadores utiliza um pequeno RNA de interferência, chamado siRNA. A estratégia atua antes da formação da proteína priônica associada à doença.
A molécula se liga ao RNA mensageiro e o corta. Esse RNA transporta dentro da célula as instruções necessárias para produzir a proteína priônica.
Com a interrupção dessas instruções, os cientistas pretendem reduzir a quantidade da proteína no cérebro. A primeira fase do estudo concentra-se em verificar se a abordagem apresenta segurança e tolerabilidade, sem confirmação de eficácia clínica nesta etapa.
Eric Minikel, pesquisador de Harvard, investigador principal do estudo e codiretor do programa Prion Therapeutic Science do Instituto Broad, explicou a escolha do alvo: “A proteína é o problema aqui, mas é difícil atingi-la uma vez que ela está lá, então queremos subir e atingir a molécula de RNA que produz a proteína”.
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