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Repasse de R$ 128,5 milhões marca mês de operação interrompida da Trivia

Passageiros caminham pelos trilhos perto da estação Tatuapé após falha nas linhas de trem
Passageiros caminham pelos trilhos perto da estação Tatuapé após interrupção no serviço ferroviário. Foto: Reprodução

A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), autarquia vinculada ao governo de São Paulo, chefiado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), repassou R$ 128,5 milhões à Trivia Trens, concessionária das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, embora a empresa tenha operado integralmente o serviço por apenas três dias em julho de 2026. A CPTM retomou a operação em 24 de julho, após uma sequência de falhas que incluiu um princípio de incêndio em um trem.

O pagamento ocorreu em 28 de agosto e, segundo a Artesp, cobre obrigações de investimento previstas no contrato de concessão, não os dias de operação integral da empresa. A agência informou que os recursos se destinam a 23 intervenções prioritárias nas estações e a três obras de vedação da faixa ferroviária.

As intervenções incluem melhorias de acessibilidade, iluminação, comunicação visual e revestimentos de pisos, paredes e plataformas. O pacote também prevê estruturas para bicicletas, primeiros socorros e medidas de segurança nas três linhas.

A Artesp declarou que as obras começaram no início de janeiro de 2026, antes de a Trivia assumir integralmente a operação. A concessionária sustentou que o pagamento segue os critérios contratuais para os investimentos prioritários de curto prazo e teve o valor atualizado para a data-base de julho de 2026.

Tarcísio de Freitas. Foto: Danilo Verpa/Folhapress

Falhas levaram à retomada da operação pela CPTM

A Trivia Trens passou a controlar totalmente as três linhas em 21 de julho, após o fim do período de transição da concessão. Nos dois primeiros dias, ocorreram ao menos seis intercorrências, com maior impacto nas Linhas 11-Coral e 12-Safira.

Na manhã de 23 de julho, um trem da Linha 12 pegou fogo e passageiros tiveram de desembarcar. Imagens mostraram usuários caminhando pelos trilhos perto da estação Tatuapé, na zona leste da capital paulista.

O diretor-presidente da CPTM, Michael Sotelo Cerqueira, afirmou à época que a companhia apurava as causas do incêndio. “A gente não tem como dizer ou afirmar quais são as causas e os fatores que levaram a esse incidente, mas o que a gente está fazendo é apurar e entender para que isso não volte a acontecer”, disse.

Além dos R$ 128,5 milhões, a CPTM prevê ressarcir a Trivia em R$ 24,4 milhões por serviços contratados pela concessionária e usados pela estatal durante os 90 dias de retomada operacional. O aditamento publicado no Diário Oficial inclui despesas com limpeza predial, gestão de resíduos e manutenção de equipamentos e instalações.