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Moro faz algazarra na plateia e tumultua fala final de Lula no debate da Band

debate Band Flávio Bolsonaro Lula
O presidente Lula (PT) dando as considerações finais no debate contra o candidato do PL, Flávio Bolsonaro. Foto: Jean Carniel/Reuters

O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), participou da gritaria que tumultuou as considerações finais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate da Band neste domingo (18). A voz do ex-juiz foi identificada pelo DCM entre as manifestações da plateia. O tumulto levou a jornalista Adriana Araújo a interromper o encerramento e cobrar silêncio dos convidados.

No palco, Flávio Bolsonaro (PL) permaneceu atrás de Lula, aparecendo no enquadramento enquanto o presidente tentava se dirigir aos eleitores. Adriana precisou chamar o candidato pelo nome repetidas vezes e pedir que aguardasse sua vez: “Nas considerações finais do candidato, o senhor aguarde ele fazer as considerações finais dele”.

A mediadora insistiu para que Flávio permitisse o pronunciamento. “Eu estou te pedindo a gentileza de permitir que ele faça as considerações finais”, afirmou. O senador já havia sido advertido durante o bloco de Saúde por interromper uma resposta de Lula.

As interrupções consumiram o início do espaço reservado ao presidente. Com o cronômetro parado, Adriana reiterou os pedidos até anunciar: “Candidato Lula, o senhor tem dois minutos que vão recomeçar a partir de agora”. Também orientou o petista a não ficar atrás de Flávio quando chegasse a vez do adversário e voltou a cobrar silêncio da plateia.

Ao retomar a fala, Lula agradeceu aos brasileiros que participaram das manifestações realizadas pelo país. O presidente relacionou a mobilização à continuidade da democracia e afirmou que as ruas tomadas por apoiadores deveriam ter assustado seu adversário.

Lula também usou o encerramento para defender empresas estatais fortes e produtivas. Afirmou que seu governo recuperou a indústria naval e a de fertilizantes, questionou quem havia ganhado com a venda da BR Distribuidora e criticou as condições da privatização da Eletrobras.

Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, Flávio escolheu Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo) para a primeira fila da plateia com o objetivo de tentar desestabilizar Lula. Os dois atuaram na Lava Jato e foram eleitos neste ano, respectivamente, governador e senador pelo Paraná.