
O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), participou da gritaria que tumultuou as considerações finais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate da Band neste domingo (18). A voz do ex-juiz foi identificada pelo DCM entre as manifestações da plateia. O tumulto levou a jornalista Adriana Araújo a interromper o encerramento e cobrar silêncio dos convidados.
No palco, Flávio Bolsonaro (PL) permaneceu atrás de Lula, aparecendo no enquadramento enquanto o presidente tentava se dirigir aos eleitores. Adriana precisou chamar o candidato pelo nome repetidas vezes e pedir que aguardasse sua vez: “Nas considerações finais do candidato, o senhor aguarde ele fazer as considerações finais dele”.
A mediadora insistiu para que Flávio permitisse o pronunciamento. “Eu estou te pedindo a gentileza de permitir que ele faça as considerações finais”, afirmou. O senador já havia sido advertido durante o bloco de Saúde por interromper uma resposta de Lula.
As interrupções consumiram o início do espaço reservado ao presidente. Com o cronômetro parado, Adriana reiterou os pedidos até anunciar: “Candidato Lula, o senhor tem dois minutos que vão recomeçar a partir de agora”. Também orientou o petista a não ficar atrás de Flávio quando chegasse a vez do adversário e voltou a cobrar silêncio da plateia.
Ao retomar a fala, Lula agradeceu aos brasileiros que participaram das manifestações realizadas pelo país. O presidente relacionou a mobilização à continuidade da democracia e afirmou que as ruas tomadas por apoiadores deveriam ter assustado seu adversário.
— deok (@lauricadeok) October 19, 2026
Lula também usou o encerramento para defender empresas estatais fortes e produtivas. Afirmou que seu governo recuperou a indústria naval e a de fertilizantes, questionou quem havia ganhado com a venda da BR Distribuidora e criticou as condições da privatização da Eletrobras.
Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, Flávio escolheu Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo) para a primeira fila da plateia com o objetivo de tentar desestabilizar Lula. Os dois atuaram na Lava Jato e foram eleitos neste ano, respectivamente, governador e senador pelo Paraná.