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Irritação de Sidônio e admissão de conluio entre Moro e Dallagnol: os bastidores do debate na Band

Lula conversa com Sidônio Palmeira durante intervalo de debate
Lula conversa com Sidônio Palmeira ao lado do fotógrafo Ricardo Stuckert. Foto: Reprodução

O ministro licenciado Sidônio Palmeira, coordenador da comunicação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, cobrou Flávio Bolsonaro (PL) por gestos e caretas enquanto o adversário falava no debate da Band. A reclamação ocorreu no primeiro intervalo do encontro, o primeiro confronto direto entre os candidatos.

Segundo o Globo, Sidônio e outros aliados de Lula foram até Flávio e se queixaram em voz alta de que o candidato do PL aparecia ao fundo durante o primeiro bloco, reagindo às falas do petista. As regras do debate não proibiam a movimentação no estúdio, e Flávio não mudou de postura após a abordagem.

Outra provocação partiu do senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), que ocupou a primeira fila com uma camiseta estampada com a frase “eu prendi o Lula”. A peça reproduzia o PowerPoint da Lava Jato que associava o nome do petista a diversas setas.

Dallagnol acompanhou o debate ao lado do governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), ex-juiz da Lava Jato. Os dois integraram o grupo de aliados de Flávio que compareceu à emissora para assistir ao confronto. A dupla agiu em conluio ilegal para criar provas falsas contra o Lula e levar o petista à prisão.

Sergio Moro e Deltan Dallagnol em admissão de conluio durante debate na Band. Foto: reprodução

Atrasos e comitivas marcaram chegada dos candidatos

Flávio e Lula chegaram depois dos horários previstos e não deram as entrevistas coletivas programadas antes do debate. A Band precisou ajustar sua programação por causa dos atrasos dos dois candidatos.

O atraso de Flávio causou tensão entre assessores porque ele decidiu chegar junto de aliados. Nikolas Ferreira (PL-MG), Moro, Dallagnol e o influenciador Pablo Marçal desembarcaram em uma van.

Marçal participou do treinamento de Flávio para o debate e entrou na Band com o marqueteiro Duda Lima. Na eleição municipal de 2024, Duda trabalhou para Ricardo Nunes (MDB), adversário de Marçal em São Paulo, e um videomaker do influenciador o agrediu durante a campanha.

Flávio chegou acompanhado de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e porta-voz econômica de sua campanha. Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, e o senador eleito André do Prado (PL) chegaram pouco depois.

Lula foi à emissora com a primeira-dama Janja e recebeu o apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), de Lu Alckmin, Fernando Haddad, Simone Tebet, Marina Silva, André Janones (Rede-MG), Tabata Amaral (PSB-SP) e João Campos. Como o estúdio não comportava todos os convidados, parte dos aliados do petista acompanhou a transmissão por um telão do lado de fora.

Na rua em frente à Band, centenas de apoiadores de Lula, com camisetas vermelhas e bandeiras, entoaram críticas a Flávio desde as 17h e instalaram um telão móvel. Apoiadores do candidato do PL, vestidos de verde e amarelo, também se concentraram no local, em menor número.