
Uma pesquisa qualitativa da Quaest apontou ligeira vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Lula (PT) após o debate presidencial de domingo na Band. Na escala de zero a 100 adotada pelo levantamento, Flávio alcançou 82 pontos, ante 79 de Lula.
A Quaest reuniu 30 grupos de eleitores de todo o país, com oito a 12 participantes em cada grupo. A amostra incluiu eleitores de Lula, de Flávio Bolsonaro e indecisos para avaliar as impressões durante o primeiro debate do segundo turno.
O relatório avaliou que Flávio foi percebido como mais seguro, direto e claro, sobretudo ao falar sobre segurança pública e tecnologia. Os participantes também apontaram que o senador deixou perguntas sem resposta e evitou assuntos nos quais parecia menos preparado.
Lula teve melhor desempenho percebido nos temas de saúde e pandemia. Parte dos integrantes dos grupos, porém, considerou que suas respostas foram confusas, com muitos números e difíceis de acompanhar.

Relatório aponta disputa sem mudança significativa
A análise da Quaest concluiu que o encontro não produziu uma virada na percepção dos participantes. A vantagem atribuída a Flávio se apoiou na postura.
O presidente preservou vantagem temática na saúde e teve momentos de ataque efetivo durante o debate. O relatório, no entanto, apontou que a avaliação de parte dos grupos foi prejudicada pela forma como Lula organizou suas respostas.
Flávio transmitiu segurança aos participantes, mas não eliminou a impressão de que evitou responder questões mais difíceis. A avaliação qualitativa registra essa ressalva apesar da pontuação superior do senador.
O resultado ocorre em meio ao cenário de empate técnico entre os dois candidatos indicado pelas pesquisas recentes. As campanhas passaram a disputar a circulação de cortes do debate nas redes sociais, movimento que pode influenciar a repercussão do confronto nos próximos dias.