
Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já discutem nomes para postos estratégicos de um eventual governo, incluindo os ministérios da Justiça e da Fazenda, a Casa Civil e a articulação com o Congresso. As conversas ocorrem antes de qualquer definição pública sobre a composição de uma equipe, segundo o blog da Andréia Sadi no g1.
O deputado federal Guilherme Derrite (PL-SP) aparece como favorito entre integrantes da campanha para comandar o Ministério da Justiça. Ele negou que tenha recebido convite ou participado de conversas sobre assumir a pasta.
Uma eventual ida de Derrite para o Executivo abriria vaga no Senado para Vicente Santini, seu suplente. A possibilidade integra uma articulação que considera a relação histórica da família Santini com Jair Bolsonaro e a passagem de Vicente pelo governo do ex-presidente.
Na área econômica, os nomes debatidos incluem Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, Alexandre Betamio, Marcelo Kayath e Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia. Eles são citados como opções para o Ministério da Fazenda.

Casa Civil, Congresso e Senado entram nas negociações
Para a coordenação política, aliados mencionam Wagner Rosário, ex-ministro da Controladoria-Geral da União, e o senador Eduardo Gomes (PL-TO), que liderou o governo Bolsonaro no Congresso. Os dois aparecem nas conversas para funções ligadas à Casa Civil e à interlocução com o Legislativo.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), próximo à família Bolsonaro, também integra o grupo de nomes discutidos. Ele é considerado tanto para uma eventual Casa Civil quanto para uma disputa pela presidência do Senado, a depender da correlação de forças e dos acordos após a eleição.
No círculo mais próximo de Flávio Bolsonaro, o publicitário Marcello Lopes, conhecido como Marcelão, é tratado por interlocutores como amigo pessoal e conselheiro do senador. Aliados o apontam como um dos participantes das decisões e das articulações políticas do grupo.
Daniela Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, é mencionada para uma área voltada ao desenvolvimento econômico, enquanto Marcos Troyjo, ex-presidente do banco dos Brics, surge como possibilidade para o Itamaraty. Para futuras indicações ao STF, circulam os nomes de Jorge Oliveira, ministro do Tribunal de Contas da União, e Maria Cláudia Bucchianeri, ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral.