
Integrantes da campanha de Lula (PT) apontaram o desafio feito pelo presidente a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que ambos abram seus sigilos bancário e telefônico como o ponto alto de Lula no debate da Band, realizado neste domingo (18).
A proposta surgiu em meio a uma troca de acusações sobre corrupção e sobre a relação da família Bolsonaro com os Estados Unidos. Lula afirmou que a abertura dos dados permitiria à população saber “quem é ladrão neste país”.
Aliados do presidente afirmam que a fala teve repercussão em pesquisas qualitativas, os levantamentos que acompanham impressões e reações de eleitores diante dos candidatos, segundo a coluna de Tatiana Farah no UOL. O embate sobre os sigilos figurou entre os temas de maior destaque nesses grupos.
O presidente reiterou o desafio nas redes nesta segunda (19). Veja:
E aí, Flávio Bolsonaro? Vai abrir o sigilo ou não?
Eu te desafio, mais uma vez a abrir seu sigilo bancário, assim como eu estou disposto a abrir o meu!
Você tem uma semana para ter coragem de mostrar ao povo brasileiro se você é honesto ou não. pic.twitter.com/7q3ggpApNn
— Lula (@LulaOficial) October 19, 2026
Campanha de Lula vê falhas nas respostas de Flávio Bolsonaro
O diagnóstico interno, porém, não foi de vantagem absoluta para Lula. Pessoas que acompanham a campanha reconhecem que Flávio conseguiu colocar o presidente em dificuldades em alguns momentos do confronto.
Na avaliação de integrantes do governo e da campanha petista, Lula caiu em “armadilhas” criadas pelo senador em trechos do debate. Eles consideram que essas situações permitiram ao adversário ter desempenho superior em partes específicas da discussão.
Os mesmos interlocutores também avaliam que Flávio Bolsonaro deixou de aproveitar algumas oportunidades ao evitar respostas diretas a questionamentos apresentados durante o programa. Para esse grupo, essa postura prejudicou a consistência da participação do senador.
O confronto reuniu acusações relacionadas a corrupção, tema que abriu espaço para o desafio de Lula sobre os sigilos. A proposta colocou os dois presidenciáveis no centro de uma disputa pública sobre transparência e condutas de suas famílias.
A campanha de Lula espera agora que novas rodadas de pesquisas qualitativas indiquem como os eleitores receberam os principais embates entre o presidente e Flávio Bolsonaro, incluindo a troca de acusações que levou ao desafio pelos sigilos.