
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) provocou o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, disse para ele “mandar currículo” durante a confusão que encerrou o debate entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), no domingo (18), na Band.
A provocação ocorreu em meio a uma discussão que envolveu Sidônio e o jornalista Fábio Portela, responsável pela comunicação da campanha de Flávio. Integrantes do PL e aliados de Lula também se aproximaram durante o tumulto no fim do encontro.
Ao gritar para o ministro “mandar currículo”, Nikolas fez referência à hipótese de Sidônio deixar a Secom caso Lula não vença a eleição. O publicitário assumiu o comando da pasta em janeiro de 2025, no terceiro mandato do presidente.
Antes de provocar Sidônio, Nikolas chamou os ex-ministros Simone Tebet, do Planejamento, e Fernando Haddad, da Fazenda, de “desempregados” após o debate.
📸 Nikolas Ferreira ironiza Fernando Haddad e Simone Tebet nos bastidores do debate presidencial da Band: “Tá desempregado. Os dois aqui desempregados.” pic.twitter.com/jGEbhCTqIX
— République (@republiqueBRA) October 19, 2026
Debate teve bate-bocas sobre corrupção e intervenção de Janja
O confronto entre Lula e Flávio concentrou discussões sobre acusações de corrupção. O petista questionou diversas vezes o rival sobre o patrocínio de Daniel Vorcaro, do Banco Master, ao filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A primeira-dama Janja da Silva também recebeu uma repreensão da equipe da Band por interromper o debate. As regras previam que a plateia não se manifestasse durante a transmissão.
Durante uma fala de Flávio Bolsonaro, Janja fingiu um espirro para dizer “mentira”. Após o evento, a Polícia Militar de São Paulo foi acionada por uma suspeita de bomba no estúdio da emissora, originada no carro que transportava o senador.