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Lula quer verba das emendas para passe livre e prevê “briguinha” com o Congresso

Lula
O presidente Lula (PT) durante sabatina no SBT. Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou nesta segunda-feira (19) que pretende usar recursos das emendas parlamentares para financiar transporte coletivo gratuito nos fins de semana. Em sabatina no SBT, o candidato à reeleição sustentou a proposta mesmo diante da possibilidade de resistência no Congresso Nacional.

“Vai ser uma briguinha com o Congresso Nacional”, afirmou Lula, ao tratar da negociação necessária para viabilizar o financiamento. O presidente apresentou o possível embate como parte da democracia e manteve a defesa da participação dos parlamentares no custeio do passe livre.

Lula disse acreditar que os deputados aceitarão destinar recursos de suas emendas para permitir que os próprios eleitores passeiem e visitem parentes nos dias de descanso. “Eu sinceramente acho que não vai ter problema”, declarou.

O presidente vinculou a gratuidade à mudança na jornada de trabalho. Segundo ele, garantir dois dias de folga precisa vir acompanhado de condições para que os trabalhadores aproveitem esse tempo. Na entrevista, argumentou que o descanso fica limitado quando a pessoa não tem dinheiro para se deslocar e encontrar familiares.

Ao explicar a iniciativa, Lula reafirmou que enviará ao Congresso uma proposta de emenda à Constituição para garantir transporte gratuito nos fins de semana nas cidades que oferecem transporte coletivo. A destinação das emendas foi apresentada como fonte de recursos para colocar a medida em prática.

A discussão começou quando o presidente foi questionado sobre a possibilidade de o Congresso eleito reverter o fim da escala 6×1. Lula disse duvidar de um recuo e defendeu que a mudança pertence aos trabalhadores. “Não é uma coisa do Lula, não é uma coisa do governo”, afirmou, antes de classificar a medida como uma conquista do povo brasileiro.

Lula já havia anunciado a proposta de passe livre nos fins de semana na quinta-feira (15), quando também apontou as emendas parlamentares como parte do financiamento. Na ocasião, não detalhou valores nem a parcela do custo que seria coberta por esses recursos.