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Mediadora da Band diz que precisou cobrar Flávio para respeitar Lula

Adriana Araújo
A jornalista Adriana Araújo, intermediadora no último debate da Band. Foto: Renato Pizzutto/Band

A jornalista Adriana Araújo afirmou que a plateia “prejudicou muito” o debate entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela Band no domingo (18), e que precisou cobrar respeito do filho do ex-presidente. Em entrevista ao UOL News, a mediadora contou que a equipe estava preparada para interromper a discussão até que os convidados fizessem silêncio, caso a situação saísse do controle.

“Beirou ali o momento em que a plateia parecia que tinha gente que queria entrar no estúdio para participar do debate, quando um debate é entre candidatos”, relatou. A jornalista afirmou que o comportamento de convidados dos dois lados atrapalhou o confronto.

Ela explicou que uma das medidas possíveis seria suspender a condução do programa e avisar ao público que só voltaria a falar quando houvesse silêncio. “O pior cenário é ter um descontrole geral”, afirmou. A providência estava prevista para uma eventual escalada: “Se precisasse disso, a gente faria”.

Adriana também abordou a tensão provocada pela circulação dos candidatos no palco. Embora as campanhas tivessem concordado com a movimentação livre, os gestos atrás do adversário geraram reclamações.

“Quando chegou à consideração final, houve uma tensão muito grande. Eu paralisei ali e considerei razoável pedir ao senador Flávio Bolsonaro que respeitasse os dois minutos e que o Lula faria o mesmo”, disse.

Durante o encerramento, a gritaria da plateia tumultuou as considerações finais de Lula, com participação de Sergio Moro (PL), cuja voz foi identificada entre as manifestações. Flávio permaneceu atrás do presidente enquanto ele tentava falar, e a mediadora precisou cobrar que o senador aguardasse sua vez. O tempo de Lula foi reiniciado após as interrupções.

Na avaliação da jornalista, o debate também ficou devendo respostas aos eleitores. “No geral, faltou debater propostas, faltou detalhamento, faltou precisão, faltou responder. Muitas perguntas ficaram sem respostas”, declarou. Ela disse ter a impressão de que os indecisos terminaram o encontro sem uma definição de voto.

Ao explicar os limites de sua atuação, Adriana afirmou que o mediador deve garantir o cumprimento das regras acertadas entre as campanhas. Segundo ela, a contestação das declarações durante o confronto cabe ao adversário. A jornalista defendeu as perguntas dos profissionais de imprensa como uma forma de levar a discussão para temas como saúde, segurança pública e economia.