
O senador Flávio Bolsonaro (PL) registra rejeição maior que a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre eleitores não polarizados, segmento que pode ser decisivo no segundo turno das eleições de 2026. Pesquisa BTG/Nexus aponta que 44,1% desse grupo dizem que não votariam de jeito nenhum no bolsonarista, enquanto 42,2% descartam Lula.
O recorte também dá vantagem a Lula entre os entrevistados que apontam um único candidato possível: 35,1% citam o presidente, contra 31% que escolhem Flávio Bolsonaro. A diferença é de 4,1 pontos percentuais.
Há, ao mesmo tempo, uma parcela expressiva sem decisão consolidada. Entre os não polarizados, 20,1% afirmam que poderiam votar em Lula, mas ainda não têm certeza, e 21,4% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro.
A Nexus classifica como não polarizados os eleitores que não se identificam com posições antilulistas, antipetistas ou antibolsonaristas. O grupo reúne votantes que mantêm resistência aos dois nomes, mas ainda admitem rever a escolha.

Disputa aparece equilibrada no conjunto do eleitorado
Na população total, a rejeição declarada é de 47,8% para Lula e de 46,9% para Flávio Bolsonaro. No indicador de voto exclusivo, 42,5% apontam Lula como o único nome em quem votariam, ante 41,4% para o senador.
No levantamento sobre votos válidos em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 50,3%, e Lula, com 49,7%. A diferença de 0,6 ponto percentual está dentro da margem de erro e configura empate técnico.
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas por telefone entre sexta-feira (16) e domingo (18) de outubro. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento não divulgou o tamanho da subamostra formada por eleitores não polarizados nem uma margem de erro específica para esse recorte. O segundo turno está marcado para domingo, 25 de outubro, e definirá o presidente para o mandato de 2027 a 2030.