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TSE reduz número de seções com mudança antes do 2º turno; entenda

Eleitores em local de votação no primeiro turno das eleições de 2026
Eleitores em local de votação no primeiro turno das eleições de 2026. Foto: Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta segunda-feira (19) que 438 seções terão mudança de local de votação no segundo turno das eleições de 2026, marcado para domingo (25). As alterações atingem 126.032 eleitores, número bem menor que os dados divulgados pelo próprio tribunal nos dias anteriores.

No sábado (17), o portal de estatísticas do TSE apontava 4.289 seções alteradas. O total caiu para 2.033 no domingo (18), recuou a 1.397 no fim daquele dia e chegou a 438 às 22h de segunda-feira, em uma sequência que gerou dúvidas entre eleitores e campanhas.

O secretário-geral da Presidência do TSE, Murilo Salmito, disse à GloboNews que o sistema contabilizou mudanças feitas para o primeiro turno. “Terminado o primeiro turno, o sistema entende que os locais de votação retornam à origem”, afirmou. Ele classificou a situação como um problema e uma “oportunidade de melhoria”.

Salmito sustentou que os números efetivos para a nova votação são baixos e podem representar o menor patamar da série histórica. O TSE afirmou que as zonas eleitorais ainda atualizam os registros, inclusive para manter no segundo turno locais que haviam sofrido alterações provisórias na primeira etapa.

Prédio do TSE. Foto: reprodução

Mudanças no primeiro turno atingiram 1,9 milhão de eleitores

Uma análise dos dados do primeiro turno apontou que as zonas eleitorais modificaram 6.588 seções, o equivalente a 1,3% do total. Cerca de 1,9 milhão de eleitores, ou 1,2% do eleitorado, votaram em endereço diferente daquele originalmente registrado no título antes de 4 de outubro.

As seções alteradas no primeiro turno estavam distribuídas por 1,7 mil locais de votação em 920 municípios. Todos os estados, com exceção do Distrito Federal, tiveram mudanças; o Amapá registrou a maior proporção, com 142 das 1.914 seções modificadas, ou 7,4%.

As trocas de endereço ocorrem por razões logísticas, como danos causados por condições climáticas ou problemas na infraestrutura dos prédios. O TSE destacou que as zonas eleitorais definem essas medidas após avaliar as condições locais e as normas da Justiça Eleitoral.

O eleitor pode conferir o endereço de votação no autoatendimento eleitoral do TSE ou pelo aplicativo e-Título. O Ministério Público Eleitoral sugeriu que o tribunal envie avisos por WhatsApp ou SMS, instale comunicados nos prédios que deixaram de receber eleitores e mantenha equipes de orientação no dia da votação.