
O aumento do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou a expectativa de melhora financeira entre pessoas atendidas pelo programa: 65% dos beneficiários, ou de quem mora com alguém que recebe o auxílio, acreditam que a situação das contas pessoais vai melhorar.
O resultado consta em pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, na semana em que o governo começa a pagar a parcela do programa após o reajuste anunciado por Lula.
O percentual de otimismo entre os lares ligados ao Bolsa Família supera a média nacional, de 49,7%. Entre os entrevistados que não recebem o benefício nem vivem com beneficiários, a taxa ficou em 47%.
Entre as pessoas alcançadas pelo programa, 34,4% esperam uma melhora expressiva na situação financeira. Outros 30,6% projetam uma evolução mais moderada das próprias contas.

Pesquisa aponta menor pessimismo entre lares atendidos
A expectativa de piora financeira também aparece em menor proporção entre os beneficiários ou moradores de residências atendidas pelo Bolsa Família. Nesse grupo, 3,8% disseram acreditar que a situação vai piorar.
Entre os não beneficiários, o índice de pessimismo chegou a 6,5%. A diferença acompanha a distância registrada na percepção positiva sobre os próximos meses.
O levantamento ouviu 2.002 pessoas por telefone entre 16 e 18 de outubro. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais.
A pesquisa considerou tanto quem recebe diretamente o Bolsa Família quanto quem divide a residência com um beneficiário, reunindo a percepção financeira de famílias impactadas pelo auxílio.