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Manifesto de ex-ministros da Saúde aponta ameaça ao SUS com vitória de Flávio

Lula e Flávio Bolsonaro em debate da Band
Flávio Bolsonaro e Lula. Foto: Reprodução

Sete ex-ministros da Saúde e o atual titular da pasta, Alexandre Padilha, assinaram um manifesto que alerta para riscos ao Sistema Único de Saúde (SUS) em caso de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na eleição. O texto recupera episódios da condução da pandemia de Covid-19 pelo governo de Jair Bolsonaro. Com informações da coluna da Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

Os signatários associam o alerta à postura do governo Bolsonaro diante da crise sanitária, que classificam como marcada por negacionismo científico. O documento também menciona as trocas no comando do Ministério da Saúde durante a pandemia.

“Nós, que já ocupamos o honroso cargo de ministro da Saúde, sabemos o que custa manter o SUS funcionando. Na pandemia, todos nós vimos o altíssimo custo de negar saúde à população”, afirmam os ex-ministros e Padilha.

O manifesto critica a rejeição a medidas científicas e cita a frase “um manda e o outro obedece” ao tratar da relação entre Jair Bolsonaro e a condução da Saúde. Para os autores, “o conhecimento científico deu lugar à obediência cega”.

Ministro da Saúde Alexandre Padilha. Foto: Divulgação

Na sequência, os signatários afirmam que o país perdeu mais de 700 mil pessoas para a Covid-19. O texto menciona ataques a medidas de prevenção e pessoas que morreram sem oxigênio durante a emergência sanitária.

“Quem chorou a perda de parentes e amigos foi chamado de ‘maricas’”, diz o manifesto, em referência a uma expressão usada por Jair Bolsonaro durante a pandemia. Os autores sustentam que os “desmandos” prosseguiram até o fim daquele governo.

O documento recorda que Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, ambos médicos, deixaram o comando do Ministério da Saúde no governo Bolsonaro. Depois deles, o então general do Exército Eduardo Pazuello assumiu a pasta.

Assinam a manifestação Nísia Trindade, Gilberto Occhi, Marcelo Castro, Arthur Chioro, José Agenor, Saraiva Felipe e Humberto Costa, que comandaram o Ministério da Saúde nos governos de Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer. Alexandre Padilha, atual ministro da Saúde, também integra a lista de signatários.

Manifesto dos ex-ministros da Saúde pró-Lula e Alckmin