Diário do Centro do Mundo | O que interessa e nada mais

Logo DCM
Logo DCM
Apoie o DCM

PT aciona Conselho de Ética do Senado contra Flávio por financiamento de “Dark Horse”

Dark Horse
Jim Caviezel como Jair Bolsonaro, em “Dark Horse”. Foto: Divulgação/Go Up Entertainment

O PT pediu a abertura de um processo disciplinar no Conselho de Ética do Senado contra Flávio Bolsonaro (PL) pelo financiamento de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. Segundo o UOL, a iniciativa envolve a suspeita de que recursos públicos desviados por meio do Banco Master tenham financiado a produção. O pedido não significa que o Conselho já tenha instaurado o processo ou reconhecido irregularidades.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT), sustenta que os episódios descritos ocorreram durante o mandato de Flávio e podem configurar quebra de decoro parlamentar. “Todos os fatos ocorreram no curso do mandato, iniciado em 1º de fevereiro de 2019. As tratativas começaram em dezembro de 2024; as declarações e os benefícios descritos estendem-se até outubro de 2026”, afirma no pedido.

Um contrato de financiamento encontrado pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro previa US$ 24 milhões, em 14 parcelas, equivalentes a aproximadamente R$ 134 milhões na cotação da época. A apuração examina a rota dos repasses da Entre Investimentos e Participações ao fundo Havengate, nos Estados Unidos. A empresa brasileira é ligada ao investidor Antônio Carlos Freixo Júnior.

Flávio Bolsonaro
O candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Jean Carniel/Reuters

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a investigação contra Flávio em 22 de julho. A existência da apuração tornou-se pública em setembro, após a retirada do sigilo de parte das investigações do caso Master. Na representação, Randolfe argumenta que a obtenção de vantagens indevidas é incompatível com o decoro exigido dos parlamentares.

A PF pediu mais 90 dias para concluir a investigação sobre o financiamento do longa. O prazo anterior terminou em 10 de outubro. A solicitação reúne transcrições de conversas entre Flávio e Vorcaro e documentos sobre transferências de recursos. Mendonça é o relator, mas, segundo o UOL, o procedimento está temporariamente no gabinete do presidente do STF, Edson Fachin.

Flávio tem defendido que o financiamento foi uma relação privada e negado irregularidades. A produtora Go Up Entertainment também sustenta a regularidade da captação. As suspeitas sobre a origem, o percurso e o destino dos recursos permanecem sob investigação; o pedido ao Conselho de Ética abre uma frente parlamentar distinta da apuração criminal.