
A Nigéria confirmou nesta terça-feira (20) um caso importado de Ebola em uma mulher que havia viajado de Uganda para Abuja, a capital do país. A paciente está em isolamento e recebe atendimento médico. Segundo o Ministério da Saúde nigeriano, 44 pessoas que tiveram contato com ela foram identificadas e estão sendo acompanhadas pelas autoridades sanitárias.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que os exames identificaram o vírus Bundibugyo. Os sintomas começaram em 7 de outubro, quatro dias após a chegada da mulher à Nigéria. Ela procurou uma unidade privada de saúde em Abuja no dia 11, e a confirmação laboratorial ocorreu nesta terça-feira. A investigação busca esclarecer a origem da infecção e reconstruir seu histórico de viagens e exposições.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da Nigéria ativou seu sistema de gestão de incidentes para coordenar a resposta. As medidas incluem busca de outras pessoas possivelmente expostas, acompanhamento dos contatos e reforço dos procedimentos de prevenção de infecções no estabelecimento em que a paciente foi atendida. O governo também orientou serviços públicos e privados a identificar, isolar e comunicar rapidamente casos suspeitos.
PRESS STATEMENT
STAY INFORMED. STAY SAFE.Public health is a shared responsibility, and the right information helps us all stay safe.
The Federal Government, working with the NCDC and relevant health authorities, is taking the necessary steps to protect public health and… pic.twitter.com/eVGeo18UVu
— Federal Ministry of Health, NIGERIA (@Fmohnigeria) October 20, 2026
O registro ocorre durante a circulação regional do vírus Bundibugyo. De acordo com a OMS, a Nigéria é o quinto país a identificar a infecção desde o surto declarado na República Democrática do Congo em maio de 2026. A organização informou que o Quênia já contabilizava nove casos ligados a uma infecção importada e recomendou reforço da vigilância, da capacidade laboratorial e das equipes de resposta.
A Nigéria já havia enfrentado Ebola em 2014, portanto o episódio atual não é o primeiro registro da doença na história do país. A novidade é a confirmação deste caso importado de Bundibugyo no contexto do surto regional de 2026. A OMS acompanha a situação e, em seu comunicado desta terça-feira, não recomendou restrições a viagens ou ao comércio com os países afetados.