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Ministros do STF veem chance de Lula virar disputa contra Flávio Bolsonaro

Lula e Flávio Bolsonaro durante debate presidencial
Lula e Flávio Bolsonaro durante debate presidencial da Band. Foto: Reprodução

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) alinhados a Alexandre de Moraes avaliam que o presidente Lula (PT) tem uma chance significativa de superar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno das eleições de 2026. A leitura considera a diferença inferior a dois pontos percentuais que separou os dois no primeiro turno.

Segundo o Globo, magistrados identificam uma reação de grupos ligados a Lula depois do resultado inicial. Na avaliação deles, medidas econômicas adotadas pelo governo também podem influenciar a votação da etapa decisiva.

Um dirigente e presidente de partido do Centrão apresentou a integrantes da Corte uma projeção de vitória do petista por margem menor que a obtida por Lula contra Jair Bolsonaro em 2022. A estimativa mencionada nas conversas aponta uma diferença próxima de 1 milhão de votos.

Lula mantém reuniões reservadas com alguns ministros do STF durante o segundo turno. Esses interlocutores relataram ao jornal que o presidente demonstrou surpresa ao terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro.

Lula em reunião com ministros do STF. Foto: reprodução

Grupo ligado a André Mendonça aposta em vitória de Flávio Bolsonaro

Ministros identificados com André Mendonça fazem uma avaliação oposta sobre a disputa. Para esse grupo, Lula não conseguirá reverter a vantagem registrada no primeiro turno, e Flávio Bolsonaro vencerá a eleição.

Flávio Bolsonaro chegou ao segundo turno após abrir uma vantagem apertada sobre Lula. O resultado transformou a mobilização dos eleitores e o desempenho das campanhas na reta final em fatores decisivos para a disputa.

As análises relatadas por ministros do Supremo não representam posição institucional do tribunal. Os magistrados conversaram sobre o cenário eleitoral a partir de suas impressões sobre a reação das campanhas e dos grupos políticos envolvidos.

A diferença projetada pelo dirigente do Centrão, caso Lula vença, ficaria abaixo da margem da eleição de 2022, quando o petista derrotou Jair Bolsonaro. As campanhas seguem voltadas à conquista dos votos que não se consolidaram no primeiro turno.