
A rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu para 47%, enquanto a do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou a 52%, aponta pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21). Os entrevistados responderam em quem não votariam de jeito nenhum em uma eventual disputa presidencial.
O índice de Lula recuou seis pontos percentuais desde a rodada de 14 de outubro, quando 53% declaravam não votar no petista. Flávio Bolsonaro também registrou queda, de 54% para 52%, mas manteve rejeição superior à do presidente.
A série da Quaest indica redução contínua da rejeição a Lula nas últimas medições: eram 55% em 21 de setembro, 54% em 28 de setembro, 53% em 14 de outubro e 47% agora. No caso do senador, os percentuais foram de 56%, 56%, 54% e 52%, respectivamente.
Entre as mulheres, 57% afirmaram que não votariam em Flávio Bolsonaro, ante 42% que rejeitam Lula. Entre os homens, o cenário se inverte: 53% disseram não votar no presidente, enquanto 46% rejeitam o parlamentar do PL.

Religião, renda e região dividem os índices de rejeição
Os evangélicos concentram a maior rejeição a Lula entre os grupos religiosos: 60% disseram que não votariam no presidente de jeito nenhum. Nesse segmento, Flávio Bolsonaro registra 37% de rejeição.
Entre os católicos, 58% rejeitam Flávio Bolsonaro e 41% não votariam em Lula. A diferença também aparece entre beneficiários do Bolsa Família: 68% descartam votar no senador, enquanto 27% rejeitam o presidente.
Na faixa de renda familiar de até dois salários mínimos, Flávio Bolsonaro tem 60% de rejeição, contra 39% de Lula. O levantamento ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre 17 e 20 de outubro.
Regionalmente, Lula tem seu maior índice de rejeição no Sul, onde chega a 59%. Flávio Bolsonaro registra o pior resultado no Nordeste, com 65%; a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.