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Irmã de Zambelli surpreende e apoia Lula: “Penso diferente dela”

Carla e Paula Zambelli. Foto: Reprodução

Paula Zambelli, advogada e professora universitária, irmã da ex-deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PL), declarou voto no presidente Lula no segundo turno. Em vídeo, ela afirmou: “Eu sou uma Zambelli que vota 13”.

Paula disse que decidiu se pronunciar após permanecer em silêncio desde 2020, quando passou a receber procuras de jornalistas por causa da projeção pública da irmã durante a pandemia. “Eu sei que esse silêncio tem um preço, e eu hoje não estou mais disposta a pagar”, afirmou.

Ela explicou que preservou o sobrenome Brasil após o divórcio, ocorrido há dez anos, enquanto Carla passou a dar destaque ao sobrenome Zambelli em sua atuação política. “Quando ela decidiu que iria dar mais evidência para o Zambelli, eu resolvi fazer o caminho inverso, e dar mais evidência para o sobrenome Brasil”, disse.

A advogada afirmou que aguardou o primeiro turno para evitar prejuízos a seus familiares. Ela declarou amor à mãe, a Carla e ao irmão Bruno Zambelli (PL), deputado estadual, mas disse que possui divergências políticas: “Eu tenho uma grande admiração pelas pessoas que eles são, mas eu penso diferente deles”.

No vídeo, Paula dirigiu-se a ex-alunos, pessoas que a acompanharam em faculdades e pacientes que atendeu. Ela pediu que o público pensasse “no formato de país” que deseja para o futuro e para todos os brasileiros.

Ela associou sua decisão de declarar voto a preocupações com liberdade de expressão e respeito às diferenças. “Quando a gente tem medo de falar o que a gente pensa, quando a gente corre risco por existir, por ser diferente, é preciso que as pessoas se pronunciem”, afirmou.

Ao defender o voto em Lula, Paula disse que buscava um país “democrático, soberano e respeitador de todas as formas de existência”. Ela encerrou a gravação afirmando que não haveria mais espaço para omissão diante do que chamou de “risco muito grande”.

Paula já detonou o PL por “abandonar” irmã

No ano passado, Paula detonou o PL pelo que classificou como abandono institucional de Carla, após a cassação do mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a prisão da ex-deputada na Itália. Ela disse que o partido não ofereceu suporte financeiro ou jurídico à irmã.

Paula afirmou que familiares se preocupam com a saúde de Carla, que faz uso contínuo de medicamentos. Sobre uma possível extradição, ela declarou que o procedimento seria “um pesadelo” e disse temer que uma pena no Brasil não fosse convertida em prisão domiciliar.

“Carla possui muitas doenças que, combinadas, podem trazer efeitos muito diferentes, a depender de como ela está, e de qual remédio lhe falta. Isso é um motivo de muita preocupação, pois ela pode perder os sentidos, desmaiar, ficar com falta de sensibilidade de membros, fora as questões emocionais e psicológicas de alguém que tem depressão profunda”, disse à coluna Painel na Folha de S.Paulo na ocasião.